Ver resumo Resumo
- Tarifa proposta pelos EUA Os Estados Unidos propõem uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, gerando preocupação na CNI.
- Impactos nas exportações A CNI alerta que a medida pode afetar as exportações brasileiras, que somaram US$ 30,2 bilhões em 2025.
- Setores em retração Nove dos 15 principais setores exportadores apresentaram queda, com destaque para produtos de metal e veículos.
- Relação Brasil-EUA Alban, da CNI, destaca a importância do diálogo para evitar prejuízos à relação econômica entre os países.
- Defesa comercial necessária Ricardo Alban defende o fortalecimento da defesa comercial para proteger setores estratégicos da economia brasileira.
- Audiência pública em julho O Brasil terá a oportunidade de apresentar argumentos técnicos em audiência pública marcada para 6 de julho.
A proposta do governo dos Estados Unidos de implementar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros gera preocupação na indústria nacional. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que essa medida pode prejudicar as exportações do Brasil e impactar as cadeias produtivas de ambos os países. A proposta foi apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
Impactos nas relações comerciais
A CNI enfatiza que a tarifa adicional pode enfraquecer a relação econômica entre Brasil e Estados Unidos. A entidade defende a necessidade de um diálogo ampliado entre os dois países para buscar alternativas à proposta. Alban, presidente da CNI, declarou: “A relação econômica entre Brasil e Estados Unidos é estratégica, sólida e construída ao longo de décadas. A eventual adoção de tarifas adicionais vai prejudicar a indústria brasileira e o mercado norte-americano. O momento exige diálogo e análise técnica.”
Retração nas exportações
Dados da CNI indicam que as exportações brasileiras de bens da indústria de transformação para os Estados Unidos totalizaram US$ 30,2 bilhões em 2025, representando uma queda de 4,2% em comparação ao ano anterior. Entre os 15 principais setores exportadores, nove apresentaram retração, com os maiores recuos registrados nos segmentos de produtos de metal (-31,6%), madeira (-20%), celulose e papel (-19,9%) e veículos automotores (-17,6%).
Defesa comercial e negociações
Ricardo Alban argumenta que o Brasil deve fortalecer sua política de defesa comercial em colaboração com o setor produtivo, a fim de proteger setores estratégicos da economia e aumentar a competitividade da indústria nacional. Ele também destacou a importância de aproveitar a audiência pública marcada para 6 de julho pelo USTR, onde o Brasil poderá apresentar argumentos técnicos que ajudem a equilibrar a avaliação da medida tarifária. Alban fez um apelo por acordos comerciais e tributários com parceiros estratégicos, como México, Canadá, Japão e Inglaterra.
A CNI continuará monitorando as discussões e atuando junto às autoridades brasileiras e norte-americanas para encontrar soluções que mantenham a parceria econômica entre os dois países e minimizem os impactos para o setor produtivo.
Fonte: tropicalfm99.com.br

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