Dívidas em alta

Inadimplência empresarial atinge novo recorde com dívidas de R$ 229,9 bilhões

Mais de 9 milhões de empresas estão negativadas, segundo levantamento da Serasa Experian

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  • Dívidas em alta Total de dívidas atinge R$ 229,9 bilhões, maior volume da série histórica.
  • Média de dívidas Cada empresa inadimplente acumula 7,3 dívidas, com média de R$ 25.494,08 por CNPJ.
  • Setor de serviços Serviços representam 55,6% das empresas inadimplentes, seguido pelo comércio e indústria.
  • Impacto regional Sudeste continua liderando com maior número de empresas negativadas, especialmente em São Paulo.
  • Desafio persistente A inadimplência empresarial é um dos principais desafios da economia brasileira em 2026.

O Brasil enfrenta um cenário alarmante de inadimplência empresarial, com o número de empresas negativadas atingindo 9 milhões em maio de 2026. O levantamento da Serasa Experian revela que o total de dívidas acumuladas chegou a R$ 229,9 bilhões, configurando o maior volume da série histórica.

Em média, cada empresa inadimplente possui 7,3 dívidas, com uma dívida média de R$ 25.494,08 por CNPJ e um ticket médio de R$ 3.515,52 por débito. Comparado a maio de 2025, quando 7,7 milhões de empresas estavam negativadas, o aumento é evidente e reflete o agravamento da situação.

Aumento nas dívidas

Além do crescimento no número de empresas com restrições, o total de dívidas negativadas também subiu, passando de 56 milhões em maio de 2025 para 65,4 milhões este ano. Segundo Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian, “o dado chama atenção não apenas pela manutenção da inadimplência em um patamar recorde, mas também pelo avanço do volume financeiro das dívidas”.

A combinação de juros altos, crédito restritivo e uma desaceleração na atividade econômica impacta negativamente a capacidade das empresas de regularizarem suas pendências financeiras.

Setores mais afetados

O setor de serviços lidera a lista de empresas inadimplentes, representando 55,6% do total. O comércio e a indústria seguem com 32,3% e 8,1% respectivamente, enquanto o setor primário responde por apenas 0,9%.

Camila ressalta que a desaceleração econômica agora também afeta a geração de receitas, dificultando ainda mais a regularização financeira das empresas.

Origem das dívidas

As dívidas estão distribuídas entre vários segmentos da economia. Os serviços são responsáveis por 31,5% das pendências, seguidos por bancos e cartões com 19,5% e cooperativas com 8,6%.

A região Sudeste continua a concentrar a maior parte das empresas negativadas, com São Paulo liderando com 3.094.295 CNPJs nessa situação.

Impacto nas micro e pequenas empresas

As micro e pequenas empresas representam a maior parte da inadimplência. Em maio, foram registradas 8,5 milhões de empresas negativadas, acumulando R$ 198,8 bilhões em dívidas. O acúmulo de pendências financeiras torna a recuperação desse segmento ainda mais difícil.

Os dados reforçam que a inadimplência empresarial é um dos principais desafios da economia brasileira em 2026. Mesmo com a estabilização do número de empresas negativadas, o aumento do volume financeiro das dívidas indica que a regularização ainda é lenta.

Fonte: Rádio Tropical FM 99.1


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