Decisão polêmica

Governo encerra pesca da tainha em SC antes do prazo

Medida do Ministério da Pesca gera críticas de pescadores e autoridades locais

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  • Fechamento antecipado Governo encerra a pesca da tainha em SC antes do previsto. A decisão visa proteger a espécie.
  • Impacto cultural A pesca de arrasto é uma tradição cultural em SC, reconhecida como Patrimônio desde 2012.
  • Reações e desdobramentos Autoridades locais criticam a medida, enquanto Luciano Hang defende a continuidade da prática.

O governo federal decidiu encerrar antecipadamente a pesca de arrasto da tainha em Santa Catarina, com a proibição efetiva a partir deste domingo (7). A ação, anunciada pelo Ministério da Pesca, tem como objetivo evitar que a cota de captura de 2026 seja ultrapassada, o que gerou descontentamento entre pescadores e autoridades locais.

Motivo da interrupção antecipada

Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, a modalidade de arrasto de praia já havia atingido 90% da cota coletiva permitida para 2026. Para assegurar a sustentabilidade da espécie e evitar a superexploração, a decisão foi tomada de forma preventiva, visando garantir que o limite estabelecido por portaria interministerial não fosse excedido.

Tradição da pesca de arrasto

A prática de arrasto de praia é uma herança cultural dos colonizadores açorianos, onde redes são lançadas ao mar por pequenas embarcações e puxadas manualmente por grupos de pescadores e até turistas na areia. Reconhecida como Patrimônio Cultural de Santa Catarina desde 2012, essa atividade é vital para a subsistência de milhares de famílias.

Reações das autoridades e da comunidade

A prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan, criticou a decisão, afirmando que a proibição ignora a realidade econômica das comunidades pesqueiras e sua identidade cultural. O governo do estado também expressou preocupação, lembrando que em anos anteriores foi necessário recorrer à Justiça para tratar das restrições impostas pelo governo federal.

Envolvimento de Luciano Hang

O empresário Luciano Hang, proprietário da Havan, esteve ativamente envolvido em um arrasto em Bombinhas poucos dias antes da proibição e gravou vídeos defendendo a continuidade da tradição pesqueira. Após o anúncio da medida, ele se manifestou contra, considerando o encerramento antecipado um ataque sem precedentes a uma prática histórica no estado.

Regras para a pesca restante

Com a publicação do comunicado oficial no domingo, as embarcações que estavam em atividade tiveram um prazo de 24 horas para realizar o último desembarque de tainhas. Assim, encerra-se oficialmente a safra de 2026 para o arrasto de praia, enquanto outras modalidades de pesca devem seguir regras e limites específicos.

Essa decisão gera um debate acirrado sobre a preservação da tradição pesqueira e a necessidade de regulamentação para garantir a sustentabilidade das espécies.

Fonte: Diário do Brasil


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