Demissão de Eduardo

Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal por abandono de cargo

Ministério da Justiça formaliza desligamento após processo administrativo

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  • Motivo da demissão O abandono de cargo foi identificado após Eduardo não retornar às funções após seu mandato como deputado.
  • Processo administrativo A Polícia Federal instaurou um processo disciplinar que concluiu a ausência de Eduardo por mais de 30 dias sem justificativa.
  • Histórico de afastamento Eduardo estava nos Estados Unidos desde 2025 e não reassumiu o cargo após o término de seu mandato.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, uma ação que se concretizou após um processo administrativo disciplinar. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 21 de setembro, e marca o fim de um período conturbado para o ex-deputado.

A portaria que formaliza a demissão foi assinada pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, na última sexta-feira, 18 de setembro. O documento esclarece que a demissão foi motivada por abandono de cargo, uma infração disciplinar identificada durante a investigação.

Eduardo Bolsonaro, que era servidor da Polícia Federal desde 2010, estava afastado de suas funções para exercer o mandato de deputado federal. Após deixar o cargo parlamentar, ele deveria retornar ao posto, mas não o fez, permanecendo nos Estados Unidos desde o início de 2025.

Em janeiro de 2026, a Polícia Federal havia determinado o retorno de Eduardo ao cargo de escrivão. No entanto, sua ausência persistiu, levando à abertura de um processo administrativo disciplinar para apurar o abandono de cargo. A PF concluiu que ele esteve ausente por mais de 30 dias consecutivos sem justificativa aceita.

O processo administrativo foi finalizado em julho, quando a Polícia Federal recomendou a demissão ao Ministério da Justiça. A decisão final coube ao ministro, que assinou a portaria de desligamento na sexta-feira passada. A demissão foi então publicada oficialmente nesta segunda-feira, encerrando um ciclo para Eduardo Bolsonaro.

Linha do tempo dos eventos

  • 18 de dezembro de 2025: Eduardo perde o mandato de deputado federal após a Câmara declarar a perda do mandato por faltas.
  • 2 de janeiro de 2026: a PF determina o retorno dele ao cargo de escrivão.
  • Fevereiro de 2026: instauração do processo disciplinar relacionado ao abandono do cargo.
  • 16 de junho de 2026: STF condena Eduardo a 4 anos e 2 meses de prisão e determina a perda do cargo de escrivão da PF.
  • Julho de 2026: a PF conclui o PAD e recomenda a demissão por abandono de cargo.
  • 18 de setembro de 2026: ministro da Justiça assina a portaria de demissão.
  • 21 de setembro de 2026: a demissão é publicada no Diário Oficial da União.

Fonte: Oeste Mais


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