Aumento da conta de luz

Custo da energia deve aumentar quase R$ 1 trilhão até 2050, aponta levantamento

Estudo da FNCE revela que medidas do Governo e do Congresso gerarão encargos aos consumidores

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  • Impacto financeiro Estimativa aponta que consumidores pagarão quase R$ 1 trilhão até 2050.
  • Custos adicionais R$ 985 bilhões são esperados devido a medidas como leis e leilões de energia.
  • Setor elétrico em risco FNCE alerta que a sustentabilidade do sistema elétrico pode ser comprometida.
  • Urgência de reforma Reforma setorial é recomendada para evitar colapso no sistema elétrico.
  • Custos até 2026 Diversos custos específicos foram detalhados no levantamento da FNCE.
  • Resumo dos custos Custos significativos incluem R$ 112,5 bi da MP 1212 e R$ 21,1 bi do Tratado de Itaipu.

Um estudo realizado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) revela que as medidas aprovadas pelo Governo Federal e pelo Congresso Nacional entre janeiro de 2023 e maio de 2026 resultarão em um aumento significativo na conta de luz dos brasileiros. A previsão é que os consumidores paguem um total de quase R$ 1 trilhão até 2050 devido a essas decisões.

O levantamento da FNCE aponta que os custos adicionais são provenientes de diversas fontes, incluindo medidas provisórias, novas legislações, leilões de energia e até mesmo a violação de tratados internacionais como o de Itaipu. Esses fatores, juntamente com emendas sem relação com os temas originais dos projetos de lei, contribuem para a elevação dos encargos.

Impacto no consumidor

De acordo com a FNCE, os custos extras previstos somam cerca de R$ 985 bilhões até 2050 e afetarão todos os consumidores de energia. A entidade ressalta que essa elevação no custo de energia impactará residências, comércios e indústrias, independentemente de serem atendidos no mercado livre ou por distribuidoras, exceto para os públicos de baixa renda inscritos no Cadastro Único.

“O valor impactará o custo de energia de todos os consumidores, incluindo residenciais, comércio e indústria”, informa a FNCE, que é composta por organizações representativas do setor energético no Brasil.

Urgência de reforma setorial

A FNCE alerta que o acúmulo de novas contratações e despesas pode comprometer a sustentabilidade do sistema elétrico brasileiro. A entidade defende que uma reforma setorial abrangente é necessária e deve ser implementada a partir do início do próximo ano.

“O setor necessita de uma revisão de suas bases regulatórias para atender as transformações ocorridas no planejamento, operação, comercialização e consumo de energia”, afirma a FNCE, alertando para o risco de colapso do sistema elétrico caso não sejam adotadas medidas adequadas.

Custos adicionais específicos

O estudo da FNCE analisou as ações do Executivo e do Legislativo entre janeiro de 2023 e maio de 2026. Os custos não consideram impostos como PIS, Cofins e ICMS, além de despesas que não são obrigatórias e dependem de necessidade futura.

Entre os custos adicionados à conta de luz, destacam-se: R$ 112,5 bilhões referentes à MP 1212, R$ 21,1 bilhões pelas despesas não previstas no Tratado de Itaipu, R$ 14 bilhões da MP 1.232, e R$ 197 bilhões relacionados a emendas na legislação de energia eólica offshore, entre outros custos significativos.

Resumo dos custos até 2026

  • MP 1212 (R$ 112,5 bi em 25 anos): prorrogou benefícios tarifários para energia renovável;
  • Despesas do Tratado de Itaipu (R$ 21,1 bi em 4 anos): custos extras para consumidores do Sudeste, Sul e Centro-Oeste;
  • MP 1.232 (R$ 14 bi em 15 anos): flexibilizações para a recuperação da Amazonas Energia;
  • Acordo PCS (R$ 9 bi em 8 anos): acordo entre MME e empresas de energia;
  • “Jabutis” das eólicas offshore (R$ 197 bi em 25 anos): alterações na legislação de energia eólica;
  • MP 1300 + MP 1304 (R$ 114,58 bi em 25 anos): novas contratações de térmicas;
  • 2º LRCAP – 2026 (R$ 515,7 bi por até 15 anos): contratação de hidrelétricas e térmicas.

Fonte: Rádio Tropical FM 99.1


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