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- Turbulência no consignado O consignado privado, antes visto como promissor, enfrenta crise no mercado.
- Prejuízos para investidores Quem comprou carteiras a preços altos agora enfrenta perdas significativas.
- Aumento da inadimplência Inadimplência supera 9%, preocupando bancos e fintechs.
O mercado financeiro da Faria Lima está em alerta com a recente turbulência no consignado privado, que se apresentava como uma promissora fonte de lucro. Essa modalidade de crédito, que é destinada a trabalhadores com carteira assinada e tem como base o desconto em folha, começou a mostrar sinais de instabilidade após a redução das taxas de juros e o aumento da portabilidade.
Um banqueiro experiente resumiu a situação ao Radar Econômico, afirmando: “Estávamos tomando com 120 para receber 100”. Essa frase ilustra bem o problema enfrentado pelos bancos, que criaram carteiras com juros elevados, pagaram comissões altas a intermediários e, em seguida, venderam esses créditos no mercado com ágio.
Com o teto de referência das taxas agora em torno de 1,99% e a pressão regulatória sobre os juros, muitos trabalhadores começaram a renegociar suas dívidas ou transferir seus contratos para instituições que oferecem taxas mais baixas. Isso resultou na derrocada do fluxo de juros que sustentava o ágio, levando a uma situação em que quem comprou a carteira pagando “120” agora possui um ativo que vale “100”, resultando em prejuízos significativos.
Além disso, a inadimplência nas carteiras de consignado já ultrapassa 9%, segundo relatos do setor. O que antes era considerado um dos créditos mais seguros do país agora se transforma em uma fonte de preocupação para bancos de médio porte, fintechs e investidores que assumiram esse risco.
Fonte: VEJA

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