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- Pior resultado desde 2002 Esse é o maior déficit registrado para o período desde 2002, com aumento em julho.
- Impacto dos Correios Os Correios registraram prejuízo de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre, contribuindo para a crise.
- Setor público em superávit Apesar do déficit das estatais, o setor público consolidado teve um superávit de R$ 1,4 bilhão em julho.

As empresas estatais federais enfrentaram um déficit primário de R$ 8,277 bilhões entre janeiro e julho de 2026, o maior já registrado para esse período desde o início da série histórica do Banco Central, em 2002.
O saldo negativo cresceu em julho, aumentando em relação ao recorde de R$ 7,8 bilhões acumulado no primeiro semestre. Esse déficit primário indica que as despesas das empresas, desconsiderando o pagamento de juros, superaram suas receitas em mais de R$ 476 milhões apenas no mês de julho.
O déficit acumulado nos primeiros seis meses é quase o dobro do registrado no mesmo período de 2025, que foi de R$ 3,9 bilhões, e já supera o saldo negativo de R$ 6,7 bilhões contabilizado durante todo o ano de 2024.
Os dados do Banco Central não incluem a Petrobras nem a Eletrobras. A estatal de energia foi descontrolada pela União em 2022, enquanto a Petrobras é excluída da metodologia em razão de seu tamanho e características operacionais. Assim, o resultado não reflete a soma dos balanços de todas as empresas controladas pelo governo federal.
A crise financeira dos Correios é um dos principais fatores que contribuíram para essa piora, com a estatal registrando um prejuízo contábil de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre, um aumento de 30,4% em relação à perda de R$ 4,3 bilhões no mesmo período de 2025.
Entretanto, o prejuízo dos Correios não pode ser comparado diretamente ao déficit primário calculado pelo Banco Central, já que o balanço da empresa inclui receitas, despesas, perdas e outras operações contábeis, enquanto o indicador do BC mede apenas a diferença entre receitas e gastos sem considerar juros.
Quando são consideradas também as estatais estaduais e municipais acompanhadas pelo Banco Central, o déficit total das estatais chega a R$ 9,6 bilhões entre janeiro e julho. Em julho, esse conjunto de empresas registrou um saldo negativo de R$ 1,1 bilhão.
Esse desempenho ocorre em um contexto em que o governo central apresentou um superávit de R$ 11 bilhões em julho, enquanto os governos estaduais e municipais tiveram um déficit de R$ 8,5 bilhões. No total, o setor público consolidado registrou um superávit primário de R$ 1,4 bilhão no mês, em contraste com o déficit de R$ 66,6 bilhões em julho de 2025.
Fonte: Diário do Brasil

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