Proteção renal

Novo comprimido promete proteger rins e evitar diálise

Finerenona pode beneficiar pacientes sem diabetes, segundo estudo recente

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  • Novo medicamento em estudo A finerenona é um comprimido que protege os rins, usado inicialmente em pacientes com diabetes tipo 2.
  • Ampliação do tratamento Estudo mostra que finerenona pode beneficiar também quem não tem diabetes, atingindo um público maior.
  • Resultados promissores A pesquisa revelou que a função renal diminuiu mais lentamente em pacientes tratados com finerenona.
  • Redução de riscos Tratamento com finerenona reduziu em 23% o risco de complicações graves relacionadas à função renal.
  • Importância do acompanhamento Monitoramento médico é essencial, pois o aumento do potássio no sangue foi o efeito colateral mais comum.

Doença renal crônica: problema afeta cerca de 10% da população brasileira

Um novo medicamento, a finerenona, já utilizado para proteger os rins de pacientes com diabetes tipo 2, agora mostra potencial para beneficiar também aqueles que não têm a doença. Essa descoberta foi revelada em um estudo publicado no renomado periódico New England Journal of Medicine.

A pesquisa focou na finerenona, que atua bloqueando seletivamente um receptor nas células dos rins, cuja ativação excessiva está ligada a processos inflamatórios e danos que levam à doença renal crônica. O avanço é significativo, pois amplia o escopo de tratamento para um grupo maior de pessoas que não eram contempladas pelos estudos anteriores.

Embora o diabetes seja a causa mais comum da doença renal crônica, mais da metade dos casos ocorre em indivíduos sem essa condição. Globalmente, a doença renal crônica afeta cerca de 800 milhões de adultos e pode evoluir de forma silenciosa até estágios críticos, exigindo diálise ou transplante.

O ensaio clínico, liderado por pesquisadores australianos e holandeses, incluiu 1.584 adultos com doença renal crônica e presença elevada de proteínas na urina, mas sem diagnóstico de diabetes. Os participantes foram divididos aleatoriamente para receber finerenona ou um placebo.

Após 32 meses de tratamento, os resultados mostraram que a função renal diminuiu mais lentamente no grupo que recebeu finerenona. A perda anual da taxa de filtração glomerular, indicador da saúde renal, foi de 3,3 mililitros por minuto por 1,73 metro quadrado entre os tratados com o medicamento, enquanto no grupo placebo a redução foi de 4.

A diferença, embora pareça pequena, é clinicamente relevante em uma doença caracterizada pela perda contínua da capacidade renal. Além disso, o tratamento com finerenona reduziu em 23% o risco de eventos adversos graves, como piora da função renal, falência renal ou morte por causas cardiovasculares.

Os pesquisadores alertam que, apesar dos resultados promissores, o estudo foi concebido principalmente para avaliar a velocidade da perda da função renal. Assim, os dados sobre complicações clínicas devem ser interpretados com cautela e requerem investigações adicionais.

O efeito colateral mais comum foi o aumento do nível de potássio no sangue, que ocorreu em 17% dos pacientes que usaram finerenona, em comparação a 13,3% no grupo placebo. Embora casos graves tenham sido raros, isso destaca a importância do acompanhamento médico durante o tratamento.

Esses achados representam um avanço significativo no tratamento da doença renal crônica, ampliando a proteção oferecida pela finerenona a pacientes sem diabetes, que também estão em risco de complicações renais e cardiovasculares.

Fonte: diariodobrasilnoticias.com.br


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