Atlas da Violência

Santa Catarina tem segunda menor taxa de homicídios do Brasil, aponta Atlas da Violência 2026

Levantamento publicado em 26 de maio mostra SC com 8,1 mortes por 100 mil habitantes e queda contínua nos últimos cinco anos

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  • SC mantém 2ª menor taxa de homicídios do Brasil em 2024 O Atlas da Violência 2026 revelou que Santa Catarina registrou 8,1 homicídios por 100 mil habitantes em 2024, segunda menor taxa do país.
  • Brasil atinge menor índice de homicídios desde 1998 Foram 42,5 mil homicídios em 2024, taxa de 20,1 por 100 mil hab. Queda de 7,4% frente a 2023, menor patamar da série histórica.
  • Amapá lidera violência; Bahia e Pernambuco completam o topo Amapá: 45,7 homicídios por 100 mil hab. Bahia: 40,9. Pernambuco: 37,3. Maranhão e Ceará ainda registraram aumento no período.
  • SC com homicídios ocultos: menor taxa do país, 8,8 por 100 mil Incluindo mortes por causa indeterminada, SC lidera com 8,8. SP sobe para 12,8. Em números absolutos, SC teve 710 mortes, alta de 5,2%.
  • SC soma 654 homicídios em 2024, menor número desde 2014 Queda contínua desde o pico de 1.066 mortes em 2017. Em 2020 eram 732 casos; em 2024 chegou ao menor registro da série histórica do Atlas.

O Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26), apontou que Santa Catarina registrou 8,1 homicídios por 100 mil habitantes em 2024, mantendo a segunda menor taxa do país, atrás apenas de São Paulo (6,6). O Brasil como um todo alcançou o menor patamar da série histórica desde 1998, com 42,5 mil homicídios e taxa de 20,1 mortes por 100 mil habitantes, queda de 7,4% em relação a 2023.

Em Santa Catarina, a taxa recuou dois décimos em relação a 2023, quando era de 8,3, e acumula queda significativa desde 2020, ano em que marcava 9,7. Em números absolutos, o estado registrou 654 homicídios em 2024, quatro a menos do que em 2023 e o menor resultado da série histórica do Atlas, iniciada em 2014. O pico havia ocorrido em 2017, com 1.066 mortes.

Os estados mais violentos do país

O Amapá liderou o ranking de violência com 45,7 homicídios por 100 mil habitantes, seguido pela Bahia (40,9) e Pernambuco (37,3). No total, 18 estados ficaram acima da média nacional de 20,1. O relatório alerta que regiões como Maranhão e Ceará ainda registraram aumento de homicídios, mesmo com redução na maioria dos estados.

SC lidera quando incluídos os homicídios ocultos

O estudo também adotou metodologia para contabilizar as chamadas Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI), os ‘homicídios ocultos’. Com esse critério, o Brasil somou 49,6 mil homicídios em 2024, estabilidade em relação a 2023 (redução de apenas 0,3%).

Nessa leitura ampliada, Santa Catarina passa a ter a menor taxa de homicídios do Brasil, com 8,8 por 100 mil habitantes, superando São Paulo, que sobe para 12,8 quando incluídas as mortes por causa indeterminada. O resultado repete o registrado em 2025, quando SC já liderava esse indicador.

Em números absolutos com homicídios ocultos, porém, SC teve alta de 5,2%: 710 mortes em 2024, contra 675 em 2023.

Ranking dos estados mais violentos do país

  • Amapá — 45,7 homicídios por 100 mil habitantes
  • Bahia — 40,9
  • Pernambuco — 37,3
  • Alagoas — 35,9
  • Ceará — 34,3
  • Amazonas — 32,2
  • Maranhão — 31,1
  • Rondônia — 30,3
  • Mato Grosso — 29,1
  • Roraima — 27,8
  • Pará — 27,4
  • Espírito Santo — 26,0
  • Paraíba — 25,7
  • Rio Grande do Norte — 23,5
  • Sergipe — 23,0
  • Piauí — 20,6
  • Rio de Janeiro — 20,4
  • Acre — 20,2
  • Tocantins — 19,8
  • Paraná — 18,6
  • Goiás — 18,4
  • Mato Grosso do Sul — 18,3
  • Rio Grande do Sul — 15,2
  • Minas Gerais — 12,8
  • Distrito Federal — 10,3
  • Santa Catarina — 8,1
  • São Paulo — 6,6

Brasil — 20,1 homicídios por 100 mil habitantes

Taxa de homicídio de SC

  • 2020: 9,7 homicídios por 100 mil habitantes
  • 2021: 9,3
  • 2022: 8,6
  • 2023: 8,3
  • 2024: 8,1

Número de homicídios em SC

  • 2020: 732
  • 2021: 712
  • 2022: 671
  • 2023: 658
  • 2024: 654

Fonte: Atlas da Violência 2026, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).


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