Ver resumo Resumo
- Enchente no Rio Grande do Sul O estado enfrenta sua primeira enchente do El Niño, com rios fora do leito.
- Rios em ascensão O Taquari e o Caí superaram as cotas de inundação, com elevações rápidas.
- Previsão de alagamentos A onda de vazão deve atingir Montenegro e Porto Alegre, com riscos altos.
- Alerta de cheias Meteorologistas alertam para a possibilidade de novas enchentes nos próximos meses.
O Rio Grande do Sul enfrenta nesta quarta-feira (22) a primeira enchente associada ao fenômeno El Niño. Após chuvas intensas que atingiram até o dobro da média esperada para julho, os rios estão fora de seus leitos em várias áreas, especialmente nos vales do Caí e Taquari.

As medições mostram que o Taquari alcançou 20,8 metros em Lajeado, superando a cota de inundação de 19 metros, enquanto o Caí registrou 10,8 metros em São Sebastião do Caí, acima dos 10 metros considerados críticos. Essa situação se agravou ao longo da madrugada, com a água subindo rapidamente.
Rios em níveis críticos
A situação é mais crítica nos vales, onde a elevação dos rios tem sido alarmante. O Taquari, por exemplo, subiu quase 80 cm por hora, enquanto em Encantado, o rio avançava a 66 cm por hora. O Rio das Antas também está em ascensão, com uma vazão que atingiu 8.800 m³/s, um aumento significativo em relação aos 2.092 m³/s do dia anterior.
O Caí, por sua vez, já saiu do leito em São Sebastião do Caí, e a previsão é de que a água continue alta na cidade. O fenômeno El Niño é conhecido por intensificar as chuvas, e neste caso, já se registraram entre 100 mm e 200 mm nas bacias afetadas.
Previsão de alagamentos em Porto Alegre
A previsão é de que a onda de vazão avance para Montenegro e Porto Alegre, com riscos de alagamentos em áreas como Nova Santa Rita e Canoas. A MetSul Meteorologia emitiu um alerta de cheia para o Guaíba, embora o nível na capital ainda esteja sob controle.
Esta enchente marca o início de um período potencialmente intenso de cheias, com projeções de mais eventos nos próximos meses, especialmente entre setembro e dezembro de 2026. A expectativa é que o estado enfrente desafios significativos durante o verão e outono do próximo ano.
Os impactos já são visíveis, e as autoridades estão atentas ao comportamento dos rios e às previsões meteorológicas. O fenômeno El Niño traz consigo a possibilidade de novas enchentes, exigindo preparação e monitoramento contínuo.
Fonte: Éder Luiz

Deixe seu comentário