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- Caminhoneiro retido Ribamar Laudares, de Chapecó, ficou 11 dias preso na neve entre Chile e Argentina.
- Desafios na viagem Ribamar percorreu 1,8 mil quilômetros pela Patagônia, mas a neve o aguardava.
- Condições perigosas Pistas congeladas e baixa visibilidade aumentaram os riscos durante a travessia.
- Alimentos escassos Após dias retido, Ribamar ficou sem comida, dependendo de um food truck próximo.
- Banhos quentes difíceis O acesso a chuveiros era limitado, com apenas um disponível para muitos motoristas.
- Fila de caminhões Após deixar a região, Ribamar viu extensas filas de caminhões nos dois lados da fronteira.
Uma viagem que deveria ser comum se tornou um desafio colossal para o caminhoneiroRibamar Laudaresde 33 anos, morador de Chapecó. Ele ficou retido por 11 dias na região da Cordilheira dos Andes, entre Chile e Argentina, enfrentando temperaturas que chegaram a -6°C.
A jornada de Ribamar começou com a intenção de atravessar o Passo de Pino Hachado, mas ele se deparou com estradas bloqueadas e uma intensa sequência de nevascas. A situação na região foi tão severa que a neve acumulada chegou a quase um metro de altura, deixando dezenas de caminhoneiros em situação semelhante.
Ao longo dos dias de espera, Ribamar registrou imagens que mostram a gravidade das condições enfrentadas. Caminhões foram cercados pela neve, enquanto a visibilidade se tornava cada vez mais restrita.

Desafios na estrada
Apesar de já ter enfrentado diversas situações complicadas ao longo de sua carreira, Ribamar considera essa experiência uma das mais difíceis. “Quando eu cheguei lá já estava nevando. Fiquei sete dias esperando parar de nevar e a nevasca foi só aumentando”, relatou.
Com as passagens fechadas, ele teve que buscar alternativas para atravessar a Cordilheira, percorrendo cerca de 1,8 mil quilômetros pela Patagônia. Mesmo assim, a neve o aguardava no Passo de Pino Hachado.
As condições na estrada eram extremamente perigosas, com pista congelada e baixa visibilidade. Para garantir a segurança, Ribamar manteve a calma e confiou no caminhão Volvo que dirigia, sabendo que uma pane poderia ser fatal.

Escassez de alimentos e higiene
Durante os dias de espera, a alimentação se tornou uma preocupação. Embora tivesse se preparado com mantimentos, os 11 dias de retenção reduziram seus estoques a quase zero. “Não tinha local para comprar, apenas um food truck que vendia hot dog e café”, disse.
A escassez de alimentos não foi a única dificuldade que enfrentou. O acesso a banhos quentes no lado chileno da fronteira também foi um desafio, com apenas um chuveiro disponível para mais de 300 motoristas.
Além disso, questões burocráticas ajudaram a prolongar sua permanência. Ribamar perdeu oportunidades de atravessar a fronteira devido à falta de um documento relacionado à carga, e logo a nevasca se intensificou novamente.

Uma realidade difícil
As imagens registradas por Ribamar mostram a quantidade impressionante de neve na região, que transformou as estradas em trechos de alto risco. Para caminhoneiros que cruzam a América do Sul, situações como essa são desafios constantes.
Após finalmente conseguir deixar a região, Ribamar notou que as filas de caminhões continuavam extensas em ambos os lados da fronteira. A experiência vivida reforça a importância do planejamento e da experiência, mas também a realidade de que a natureza pode ser imprevisível.
Fonte: Oeste Mais

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