Mudança na saúde

Mudança na medicina: canetas emagrecedoras revolucionam tratamento da obesidade

Uso de medicamentos injetáveis para emagrecimento cresce entre os brasileiros, segundo pesquisa

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  • Crescimento no uso 62% dos brasileiros conhecem alguém que utiliza canetas emagrecedoras. O percentual subiu de 26% no final de 2022.
  • Como funcionam as canetas Os medicamentos atuam reduzindo o esvaziamento gástrico e diminuindo o apetite, segundo especialistas.
  • Uma nova abordagem Tratamento se populariza, refletindo uma mudança na percepção da obesidade como uma condição de saúde.

O uso de medicamentos injetáveis para o tratamento da obesidade, conhecidos como ‘canetas emagrecedoras’, tem crescido significativamente no Brasil. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva, 62% dos brasileiros conhecem alguém que faz uso desses medicamentos, que incluem semaglutida e trizepatida.

O levantamento, divulgado em abril deste ano, revela que 33% dos lares entrevistados têm ao menos um morador que utiliza as canetas, um aumento considerável em relação aos 26% registrados no final do ano passado. A pesquisa foi conduzida entre 3 e 9 de fevereiro e entrevistou 1.004 pessoas em todo o país.

Como funcionam as canetas?

A diretora da regional de Minas Gerais da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Bruna Galvão, explica que esses medicamentos atuam de forma inovadora. Eles reduzem o esvaziamento gástrico, aumentando a sensação de saciedade, e atuam no sistema nervoso central para diminuir o apetite.

Bruna ressalta que o termo ‘caneta emagrecedora’ pode dar a impressão de um tratamento estético, mas na verdade, é uma abordagem para tratar uma condição de saúde. “Essas canetas influenciam hormônios, diferentemente da sibutramina, que atuava apenas em neurotransmissores. A semaglutida, por exemplo, tem efeito similar ao GLP-1, um hormônio produzido pelo corpo”, explicou.

O aumento na adesão a esses tratamentos reflete uma mudança de paradigma na abordagem da obesidade no Brasil. A aceitação e o uso desses medicamentos podem ser vistos como um passo importante na luta contra essa condição que afeta milhões de brasileiros.

Fonte: Diário do Brasil


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