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- Esquema descoberto Investigação do GAECO revelou vendas fictícias de gado e lavagem de dinheiro com propriedades arrendadas.
- Comando do crime Um traficante dentro de um presídio organizava o esquema, que envolvia até 25 pessoas.
- Ações em andamento Mandados de busca foram expedidos pela Justiça e a operação integra um esforço nacional contra facções.
Um esquema criminoso que movimentou aproximadamente R$ 100 milhões com vendas fraudulentas de rebanhos foi desmantelado em Santa Catarina. Na manhã desta terça-feira (9), a operação conhecida como ‘boi fantasma’ resultou na prisão de integrantes do grupo em Palhoça e Joinville.
A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), teve início no Rio Grande do Sul e revelou um complexo esquema de lavagem de dinheiro. O grupo se dedicava ao comércio de gado inexistente, utilizando propriedades rurais arrendadas e transações fictícias para simular negócios legítimos.
Esquema de lavagem de dinheiro
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a operação identificou que o grupo, composto por até 25 pessoas, arrendava propriedades rurais e usava “laranjas” para emitir notas fiscais e Guias de Trânsito Animal (GTAs), sem que houvesse qualquer movimentação real de gado.
Monitoramentos realizados, incluindo o uso de drones, confirmaram a ausência de gado nas áreas investigadas, apesar da intensa movimentação documental que indicava o contrário.
Comando dentro do presídio
O esquema era comandado por um traficante que operava de dentro de um presídio no Rio Grande do Sul. A organização contava com uma divisão de tarefas entre familiares e terceiros, encarregados da movimentação financeira e emissão de documentos. Somente cinco integrantes do núcleo principal movimentaram cerca de R$ 24,8 milhões nos últimos dois anos.
Parte dos recursos obtidos foi direcionada a plataformas de apostas, como uma etapa final para dissimular a origem dos valores. A operação ‘boi fantasma’ foi desencadeada com mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro de Porto Alegre, abrangendo também os municípios de Palhoça e Joinville.
A ação faz parte de um esforço nacional do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), que visa combater facções criminosas em todo o Brasil.
Fonte: NSC Total

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