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- PF ouve ex-marqueteira sobre encontros de Lulinha com Careca do INSS Danielle Fonteles confirmou à Polícia Federal que Fábio Luís Lula da Silva viajou a Portugal e participou de reuniões ligadas aos negócios de Antônio Carlos Camilo Antunes.
- Quem é Danielle Fonteles e qual seu papel no caso Ex-marqueteira do PT, ela vive em Portugal desde 2019 e aparece nas investigações como consultora do Careca do INSS em projetos de cannabis medicinal.
- Lulinha visitou fábrica de canabidiol ligada ao investigado Segundo o depoimento, o filho do presidente foi a Portugal para conhecer a fábrica e participou de reuniões, mas atuava como ouvinte, sem tomar decisões negociais.
- Caso vira 'pedra no sapato' para o Palácio do Planalto Repórter Ricardo Chapola afirma que o vínculo com investigado pela PF já gera desgaste político, mesmo sem provas de repasses financeiros a Lulinha.
- Oposição deve usar o episódio como munição eleitoral em 2026 Analistas avaliam que o caso será explorado no Congresso e na campanha de 2026. 'Em ano eleitoral, qualquer história envolvendo um adversário serve de munição', disse Chapola.
- Defesa nega envolvimento e diz que depoimento não traz novidade Advogados Marco Aurélio Carvalho e Guilherme Suguimori afirmam que Lulinha jamais recebeu recursos do Careca do INSS e que o depoimento revela que ele não cometeu ilicitude.
- Investigações seguem na PF mesmo após encerramento da CPI do INSS PF e CGU continuam analisando mensagens, viagens e conexões empresariais. Nome de Fábio Luís não apareceu em movimentações financeiras suspeitas até agora.
O depoimento da ex-marqueteira do PT Danielle Fonteles à Polícia Federal confirmou que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, esteve em Portugal para visitar uma fábrica de canabidiol e participou de reuniões ligadas aos negócios do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, investigado por fraudes bilionárias contra aposentados. O caso foi revelado pela revista VEJA e analisado no programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, com reportagem de Ricardo Chapola.
O que Danielle Fonteles disse à PF
Segundo Chapola, a ex-marqueteira vive em Portugal desde 2019 e aparece nas investigações como consultora do empresário em projetos ligados ao mercado de cannabis medicinal. Ela confirmou que Lulinha viajou ao país para visitar a fábrica e participou de reuniões sobre o negócio.
A testemunha pontuou, porém, que o filho do presidente não atuava diretamente nas negociações.
“O Fábio em nenhum momento tomava atitudes como se fosse tomar decisões negociais. Ele participava mais como um ouvinte”
, relatou o jornalista ao reproduzir o depoimento.
Por que o caso preocupa o governo
Para Chapola, o episódio virou “uma pedra no sapato” para o Palácio do Planalto, mesmo sem evidências de repasses financeiros ao filho do presidente.
“Você ter contato com uma pessoa que está sendo investigada, como é o caso do Careca do INSS, acaba sendo uma dor de cabeça muito maior do que se pinta”
, afirmou o repórter.
Durante o programa, Laísa Dall’Agnol destacou que o episódio tende a servir de combustível político para a oposição pressionar pelo avanço das investigações. Chapola avaliou que o tema será explorado no Congresso e na disputa eleitoral de 2026.
“Em ano eleitoral, qualquer história envolvendo um adversário importante serve de munição”
, disse.
O que diz a defesa de Lulinha
Os advogados Marco Aurélio Carvalho e Guilherme Suguimori afirmaram que a confirmação da viagem não traz nenhuma novidade e que Fábio Luís veio a público de forma voluntária para esclarecer as circunstâncias. A defesa sustenta que, na época da viagem, Antônio Carlos Camilo Antunes não era conhecido pelas investigações do INSS e era visto apenas como um empresário bem-sucedido do ramo farmacêutico.
Os advogados negaram qualquer relação, direta ou indireta, de Fábio com os negócios do Careca do INSS, e afirmaram que ele jamais recebeu recursos do lobista ou de suas empresas.
“Esse depoimento é revelador. Revela que Fábio não tem nenhum envolvimento com isso, nem cometeu qualquer ilicitude”
, disse Marco Aurélio Carvalho.
Como seguem as investigações
Apesar do encerramento da CPI do INSS no Congresso sem a quebra de sigilo de Lulinha, as investigações prosseguem na PF e na Controladoria-Geral da União. O foco está nas análises de mensagens, viagens, reuniões e conexões empresariais dos investigados no esquema de fraudes contra aposentados. Até o momento, o nome de Fábio Luís não apareceu associado a movimentações financeiras suspeitas nas quebras de sigilo já analisadas.
Com informações de VEJA.

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