Penduricalhos dos juízes

CNJ revela ganhos dos juízes em 2025

Grupo de trabalho do CNJ teve remuneração total de 8,3 milhões de reais

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  • Liderança do desembargador Francisco José Rodrigues de Oliveira Neto, coordenador do grupo, ganhou em média 189,1 mil reais por mês.
  • Detalhes dos rendimentos Oliveira Neto teve uma remuneração bruta de 332,2 mil reais em dezembro, incluindo gratificação natalina.
  • Manifestação do CNJ O CNJ afirmou que as remunerações estão de acordo com a Constituição e visam aprimorar a gestão.

Os cinco membros do comitê executivo do grupo de trabalho criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para analisar a remuneração no Poder Judiciário receberam, juntos, 8,3 milhões de reais em 2025.

Essa informação foi obtida pelo Estadão, que se baseou nos dados do Painel de Remuneração dos Magistrados.

O desembargador Francisco José Rodrigues de Oliveira Neto, coordenador do grupo designado pelo presidente do CNJ e do STF, Edson Fachin, teve um rendimento médio de 189,1 mil reais por mês no ano passado.

Esse valor inclui salário e penduricalhos. Em dezembro, Oliveira Neto recebeu uma gratificação natalina de 65,7 mil reais, totalizando uma remuneração bruta de 332,2 mil reais.

Os rendimentos de Oliveira Neto ultrapassaram 2,2 milhões de reais em 2025.

Integrantes do grupo

Além de Oliveira Neto, fazem parte do grupo Paula Fernanda de Souza Vasconcelos Navarro, juíza auxiliar da Presidência do CNJ; Clara da Mota Santos Pimenta Alves, secretária-geral do CNJ; Paulo Marcos de Farias, secretário de estratégia e projetos do CNJ; e Lizandro Garcia Gomes Filho, juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça.

Paula Navarro teve um rendimento bruto de 1,6 milhão de reais em 2025, enquanto Clara Alves recebeu 895,1 mil reais, e Paulo Farias obteve 1,9 milhão de reais. Lizandro Gomes Filho teve um rendimento bruto de 1,5 milhão de reais.

Nota do CNJ

O CNJ se manifestou, afirmando que a remuneração dos magistrados brasileiros está em conformidade com a Constituição. “O valor do subsídio é a contraprestação regular pelo exercício da função e respeita o limite legal. As variações nos rendimentos brutos e líquidos anuais de 2025 não refletem o salário mensal ordinário dos magistrados. Elas são decorrentes de verbas de direitos pessoais, indenizatórias ou de direitos retroativos acumulados ao longo de anos anteriores”, declarou o órgão.

Além disso, o CNJ destacou que os integrantes do grupo foram escolhidos por seus perfis técnicos e reconhecida capacidade de gestão pública. O objetivo do grupo é aprimorar o sistema remuneratório da magistratura nacional, conforme a decisão do STF.

Fonte: Diário do Brasil


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