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- Alertas da Polícia Federal Andrei Rodrigues, chefe da PF, havia alertado sobre a condução de investigações por André Mendonça.
- Medidas controversas de Mendonça Mendonça restringiu o acesso da PF a informações de inquéritos que envolviam o filho de Lula.
- Crise no STF se intensifica A crise se agravou com o fim do sigilo das mensagens entre Vorcaro e Moraes, imposto por Mendonça.
No encontro que ocorreu na terça-feira (1º), o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, expressou ao presidente Lula que o governo é responsável por parte da crise enfrentada pela corte. A reunião abordou as recentes revelações sobre o contato frequente entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Durante a conversa, Mendes informou ao presidente que o chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, já havia alertado sobre a forma como André Mendonça conduzia investigações delicadas. Segundo Mendes, Rodrigues não recebeu apoio adequado de órgãos do governo federal, como a Advocacia-Geral da União, que é liderada por Jorge Messias, e o Ministério da Justiça, comandado por Wellington César Lima e Silva.
Insatisfação na Polícia Federal
A insatisfação da cúpula da PF com Mendonça aumentou ao longo do tempo. Andrei Rodrigues chegou a solicitar à AGU que tomasse providências em relação a decisões do ministro em processos de sua relatoria.
Dentre as ações que geraram críticas por parte da PF estava a determinação de Mendonça de restringir o acesso da cúpula da PF a informações dos inquéritos do INSS, que envolviam Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente. Além disso, o ministro requisitou que todos os dados das investigações sobre fraudes no INSS fossem transferidos para seu gabinete e que o afastamento de policiais das equipes de investigação fosse previamente comunicado a ele.
Medidas controversas e crise acentuada
Essas decisões foram consideradas pela cúpula da PF como um abuso e uma interferência no trabalho policial, conforme a avaliação de Andrei Rodrigues. Apesar do pedido para que a AGU tomasse medidas legais, o órgão não atendeu à solicitação, alegando que isso poderia resultar em nulidades nos processos e beneficiar os envolvidos.
Como alternativa, o advogado-geral da União, Jorge Messias, buscou promover uma reunião com o ministro da Justiça, Wellington César, e André Mendonça, com o objetivo de amenizar a situação. Contudo, a agenda proposta não avançou, e a crise se intensificou com o fim do sigilo das mensagens entre Vorcaro e Alexandre de Moraes, decisão que foi imposta por Mendonça.
Com informações de O GLOBO/ BELA MEGALE
Fonte: Diário do Brasil Notícias

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