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- Pedido de afastamento Parlamentares pedem à PGR a suspeição do ministro André Mendonça no caso Master.
- Críticas a Mendonça Deputados acusam o ministro de aplicar critérios distintos sobre o sigilo das investigações.
- Reunião questionada Mendonça confirmou encontro com Vorcaro, mas afirmou que tratou apenas de precatórios.
Um grupo de parlamentares, composto por 17 deputados do PT, PCdoB, PSOL e Rede, formalizou nesta quarta-feira (2) um pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que avalie a suspeição do ministro André Mendonça. Eles solicitam seu afastamento da relatoria das investigações do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF).
A iniciativa inclui a entrega de uma petição ao presidente do STF, Edson Fachin, que defende a substituição de Mendonça e a adoção de critérios uniformes para o tratamento das várias frentes relacionadas ao caso Master.
Os parlamentares acusam Mendonça de aplicar critérios distintos ao decidir sobre o sigilo das investigações. Eles mencionam a divulgação de informações sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e as mensagens de Daniel Vorcaro que envolvem Alexandre de Moraes, Andrei Rodrigues e Paulo Gonet.
Simultaneamente, questionam a manutenção do sigilo em investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse, que retrata Jair Bolsonaro e recebeu recursos de Vorcaro. O caso inclui um pedido de Flávio Bolsonaro ao ex-controlador do Banco Master para financiar a produção do filme.
“Não se pode quebrar o sigilo de uma parte e não da outra. Isso não dá equidade. O ministro André Mendonça não tem mais condições de ser o relator desse caso”, declarou o deputado Rogério Correia (PT-MG). Os parlamentares ainda demandam esclarecimentos sobre um encontro entre Mendonça e Vorcaro que ocorreu em março de 2025.
Mendonça confirmou que se reuniu com Vorcaro uma única vez, afirmando que a conversa tratou exclusivamente de uma ação sobre precatórios de interesse do Banco Master. A PGR agora analisará o pedido de suspeição feito pelos parlamentares, sendo que anteriormente, a Procuradoria já havia defendido que questões ligadas ao financiamento de Dark Horse fossem analisadas por Mendonça devido à sua conexão com o caso Master.
Fonte: Diário do Brasil

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