Mudança no consumo

Canetas emagrecedoras mudam hábitos de consumo das famílias

Medicamentos antiobesidade impactam mercado e escolhas alimentares no mundo

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  • Impacto das canetas emagrecedoras Medicamentos como Ozempic e Wegovy estão mudando hábitos de consumo.
  • Mudanças nas compras Famílias com usuários dos medicamentos diminuíram gastos em alimentos ultraprocessados.
  • Aumento em alimentos saudáveis Iogurtes, frutas e proteínas apresentam crescimento nas vendas.

O uso crescente de medicamentos antiobesidade, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, conhecidos como “canetas emagrecedoras”, está provocando uma mudança significativa nos hábitos de consumo das famílias e impactando a economia global.

Pesquisas recentes indicam que a redução do apetite gerada por esses tratamentos altera diretamente a cesta de compras dos consumidores. As grandes empresas farmacêuticas estão em uma intensa disputa por um mercado que continua a se expandir.

Estudo revela queda nos gastos

Um estudo realizado pelo SC Johnson College of Business da Universidade Cornell, em parceria com a Numerator, analisou o comportamento de compra de 150 mil famílias americanas. Os resultados mostraram que lares com pelo menos um usuário desses medicamentos apresentaram uma diminuição média de 5,3% nos gastos totais em supermercados ao longo de seis meses. Para famílias de alta renda, essa redução pode chegar a 8,6%.

Alterações nas preferências alimentares

A mudança nos hábitos de consumo é mais acentuada em relação a alimentos ricos em açúcar e ultraprocessados. O levantamento indicou uma queda nas compras de salgadinhos e snacks, com uma redução de 10,1%, além de uma diminuição de 8,0% nas despesas com fast food e cafeterias.

Por outro lado, produtos como iogurtes, frutas e proteínas estão vendo um aumento nas vendas, refletindo uma crescente busca por saciedade e qualidade nutricional entre os consumidores.

Esse fenômeno demonstra como novas opções de tratamento para a obesidade estão moldando não apenas a saúde individual, mas também a economia e o mercado de alimentos.

Fonte: Diário do Brasil


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