Combate ao câncer

Cientistas desenvolvem peptídeo que pode combater o câncer

Novo peptídeo atua em bactérias dentro de tumores e reduz crescimento cancerígeno

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  • Resultados em testes pré-clínicos Os testes mostraram que o aurB reduz o crescimento de tumores em modelos animais, especialmente em câncer de próstata.
  • Efeito combinado com radioterapia Quando usado junto com radioterapia, o aurB reduziu o crescimento tumoral em 99% em um modelo de metástase óssea.
  • Mecanismo de ação do aurB O peptídeo interfere na produção de ATP, essencial para a energia das células tumorais, potencializando o efeito do tratamento.
  • Próximos passos na pesquisa A equipe já patenteou o aurB e busca avançar para testes clínicos em humanos, visando novos tratamentos.

Cientistas da Universidade de Illinois Chicago descobriram um peptídeo experimental que pode representar uma nova abordagem no combate ao câncer. Chamado de aurB, o peptídeo é capaz de destruir bactérias que vivem dentro dos tumores, fazendo-as “morrer de fome”.

A pesquisa se concentrou em câncer de próstata resistente à terapia hormonal. Os testes pré-clínicos mostraram que, quando combinado com radioterapia, o aurB foi eficaz em reduzir significativamente o crescimento tumoral em modelos animais.

Impacto do câncer no Brasil

O câncer é uma das principais causas de morte no Brasil. Em 2022, o câncer de pulmão foi o mais letal, com 38.292 mortes. O câncer de próstata, em particular, causou 19.958 mortes no mesmo ano.

Como funciona o peptídeo aurB

O aurB foi desenvolvido com base na auracianina, uma proteína encontrada em bactérias presentes nos tumores. Ele age entrando nas mitocôndrias das células tumorais, interferindo na produção de ATP, que é essencial para a energia celular.

Tohru Yamada, autor sênior da pesquisa, destacou a importância das mitocôndrias para a sobrevivência celular, afirmando: “Elas são as fábricas de energia”. Essa nova estratégia não foca apenas em mutações, mas sim em um processo fundamental para a sobrevivência das células cancerígenas.

Resultados promissores

Os testes mostraram que o aurB se liga à ATP sintase, proteína fundamental para a produção de energia nas mitocôndrias, reduzindo a capacidade das células tumorais de crescer. Em um modelo de metástase óssea, a combinação do aurB com radioterapia reduziu o crescimento tumoral em impressionantes 99% na quinta semana.

Próximos passos

Embora os resultados sejam promissores, o aurB ainda está em fase pré-clínica. A equipe de pesquisa já patenteou o peptídeo e busca avançar com os testes clínicos em humanos, com a esperança de que essa descoberta possa transformar o tratamento do câncer no futuro.

Microbioma tumoral pode inspirar novos tratamentos contra o câncer (Foto: NIH Image Gallery / Wikimedia Commons)
Microbioma tumoral pode inspirar novos tratamentos contra o câncer (Foto: NIH Image Gallery / Wikimedia Commons)

Fonte: NSC Total


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