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- Investigação da PF A Polícia Federal investiga um esquema de "peculato-desvio" envolvendo o ex-deputado.
- Autonomia de Valdemar Valdemar controlava emendas de forma irregular, mesmo sem mandato parlamentar.
- Servidores envolvidos Três servidores atuavam como intermediários, organizando e cadastrando as emendas.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a indisponibilidade de bens do ex-deputado Valdemar Costa Neto, no valor de R$ 119.216.703,15. A decisão é resultado de investigações da Polícia Federal que revelaram um suposto esquema de “peculato-desvio”.
Valdemar, que não possui mandato parlamentar, teria controlado e direcionado verbas públicas de emendas de comissão e da Mesa Diretora para interesses privados. A investigação é um desdobramento da Operação Transparência, que revelou, através da análise de dados telefônicos, que o ex-deputado utilizava servidores da Câmara para operacionalizar a destinação dos recursos.
De acordo com a Polícia Federal, foi identificado um processo fraudulento que conferia “ares de legalidade” às indicações das emendas. Deputados federais eram falsamente listados como “solicitantes” de emendas que, na realidade, eram decididas por Valdemar, conforme apontado pela PF.
Na decisão, Dino destaca que, mesmo sem mandato, Valdemar Costa Neto atuava como um vetor de definição e remanejamento de emendas. Ele afirma que o aprofundamento das investigações evidenciou situações claras de desvio de valores na figura de Tuca, uma das servidoras envolvidas.
Valdemar contava com autonomia para direcionar recursos de emendas, conforme sua cota pessoal, atribuída a sua posição como presidente do PL. A decisão menciona que três servidores — Mariângela Fialek, Nara Benedetti Nicolau Brum e Garigham Amarante Pinto — atuavam como intermediários, organizando planilhas e cadastrando indicações sob ordens do ex-deputado.
Mensagens e planilhas utilizadas nos esquemas continham siglas como “VCN” ou “Valdemar” para identificar as cotas pessoais geridas pelo investigado.
com informações de Metrópoles
Fonte: Diário do Brasil Notícias

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