Ver resumo Resumo
- Mandados em várias cidades São 17 mandados cumpridos em Irani e outras cidades de SC, incluindo Blumenau e Lages.
- Suspeitas de corrupção A investigação apura fraudes em licitações e corrupção em contratos públicos.
- Estrutura criminosa O grupo investigado teria núcleos para articular com agentes públicos e movimentar dinheiro.
- Lavagem de dinheiro Indícios apontam lavagem de dinheiro com milhões de reais em movimentações suspeitas.
Na manhã desta quinta-feira, dia 9, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e o Grupo Especial Anticorrupção (Geac) deflagraram a Operação Gaiola Digital, visando investigar um suposto esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro. A operação ocorre em Irani, no Oeste catarinense, e abrange também cidades como Blumenau, Rio do Sul, Lages, Penha, Balneário Camboriú e Canoinhas.
Mandados cumpridos
Ao todo, 17 mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). Os alvos incluem endereços relacionados aos investigados. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) iniciou a investigação com base em informações obtidas durante a Operação Et Pater Filium, que foram posteriormente confirmadas por provas coletadas nas apurações.
Esquema de corrupção
De acordo com o MPSC, o grupo investigado teria montado um esquema para direcionar licitações voltadas à contratação de sistemas de gestão pública em municípios catarinenses. As investigações revelam que a prática envolvia a aproximação de agentes públicos, influência na criação de editais, inclusão de cláusulas que limitavam a concorrência e critérios técnicos que favoreciam uma empresa específica, além do pagamento de vantagens indevidas para garantir a celebração, renovação e manutenção de contratos.

Divisão do crime organizado
As apurações indicam que a organização criminosa se dividiu em núcleos distintos, encarregados de articular com agentes públicos, elaborar documentos técnicos, operacionalizar pagamentos ilícitos e movimentar recursos financeiros para ocultar a origem e o destino dos valores.
Lavagem de dinheiro
Conforme o MPSC, foram identificados indícios de lavagem de dinheiro através de saques fracionados e operações financeiras que formaram um caixa clandestino para pagamento de propinas. Entre 2022 e 2026, a investigação detectou centenas de movimentações bancárias consideradas incompatíveis com atividades empresariais regulares, totalizando milhões de reais.

Nesta fase da Operação Gaiola Digital, os mandados visam apreender documentos, equipamentos eletrônicos e registros digitais que possam elucidar os fatos. A investigação permanece sob sigilo, e novas informações poderão ser divulgadas conforme a publicidade dos autos.
O nome da operação faz alusão ao ambiente tecnológico que, segundo o MPSC, teria sido utilizado para restringir a concorrência nos processos licitatórios relacionados à contratação de sistemas informatizados para a administração pública.

Fonte: Oeste Mais

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