Decisão de Carlos

Carlos Bolsonaro deixa cargo no PL e abre mão de salário de R$ 38 mil

Decisão visa evitar problemas com a Justiça Eleitoral, diz pré-candidato ao Senado

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  • Carlos deixa cargo Carlos Bolsonaro anunciou sua saída do cargo de dirigente do PL, visando evitar problemas.
  • Polêmica nas redes Internautas relacionaram a decisão à briga entre Michelle e Flávio Bolsonaro.
  • Impacto nas eleições Carlos também abre mão de um salário de R$ 38 mil e garante que o processo eleitoral siga sem complicações.

O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), anunciou que decidiu deixar o cargo de dirigente partidário na direção nacional do PL. Ele ocupava a posição desde que renunciou ao cargo de vereador no Rio de Janeiro, em dezembro de 2025. A informação foi divulgada em suas redes sociais nesta quarta-feira (1º).

Em sua mensagem, Carlos mencionou que existem “diversos entendimentos” sobre a necessidade de candidatos renunciarem a cargos de direção partidária. No entanto, ele optou por abrir mão do cargo para “evitar problemas”, buscando não deixar espaço para interpretações divergentes da Justiça Eleitoral.

“Seguimos fazendo o nosso trabalho com responsabilidade, jogando aberto, com transparência, sem artimanhas políticas e joguetes de interpretação para ludibriar inocentes”, destacou Carlos.

Nos comentários da postagem, internautas sugeriram que sua declaração poderia ser uma indireta à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que se envolveu em uma polêmica com o presidenciável do partido, Flávio Bolsonaro, após a divulgação de um vídeo em que ela relatou ter sido desrespeitada por ele durante um telefonema.

Quando assumiu o cargo no PL, foi informado que Carlos Bolsonaro receberia um salário de R$ 38 mil. Advogados especializados em Direito Eleitoral esclareceram que a legislação não obriga candidatos a deixarem cargos de direção partidária.

— Isso decorre da própria natureza jurídica dos partidos políticos, que são pessoas jurídicas de direito privado, e da inexistência de previsão na Lei Complementar nº 64/1990 (Lei das Inelegibilidades) que imponha afastamento nessa hipótese. A jurisprudência do TSE também distingue o exercício de função partidária do exercício de cargo ou função pública, que é justamente o que costuma justificar a exigência de desincompatibilização para preservar a igualdade de oportunidades entre os candidatos — explicou o advogado Paulo Fretta Moreira, especialista em Direito Eleitoral.

O gesto de Carlos Bolsonaro se assemelha ao de Michelle, que também anunciou sua saída da direção do PL Mulher, divisão do partido voltada à participação feminina na política, após a briga com Flávio. Ela se justificou dizendo que se dedicaria aos cuidados do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), embora também seja pré-candidata ao Senado nas Eleições 2026, pelo Distrito Federal.

Com a decisão de Carlos, o prazo para a descompatibilização do vínculo de dirigente partidário e candidatura se encerra hoje. Embora haja diferentes opiniões sobre a necessidade dessa renúncia, ele optou por garantir que todo o processo ocorra sem complicações.

Fonte: NSC Total


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