Perícia em celulares

Moraes determina perícia em celulares de Wassef, advogado de Bolsonaro

Investigação foca em dados de aparelhos apreendidos na apuração de joias sauditas

Ver resumo Resumo
  • Autorização de Moraes Alexandre de Moraes autorizou a investigação dos celulares de Frederick Wassef. Os aparelhos foram apreendidos pela PF.
  • Análise da PGR Moraes pediu à PGR que analisasse os dados encontrados nos celulares. O órgão apoiou a investigação.
  • Desvio de joias Investiga-se um esquema de venda ilegal de joias da União. Wassef e Bolsonaro foram indiciados no caso.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou a investigação do conteúdo extraído dos celulares de Frederick Wassef, advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os aparelhos foram apreendidos durante ações da Polícia Federal no inquérito que investiga o desvio de joias e presentes recebidos pelo ex-mandatário.

No mês de agosto de 2023, a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em endereços relacionados a Wassef e outros envolvidos na investigação sobre a venda ilegal de itens de luxo que foram presenteados ao governo brasileiro.

Em sua decisão, Moraes observou que as informações apresentadas pela Procuradoria-Geral da República não têm conexão com o objeto do inquérito atual. “Diante do exposto, desentranhe-se as informações encaminhadas pela Polícia Federal e autue-se petição autônoma e sigilosa”, determinou o magistrado.

Anteriormente, em março, Moraes havia solicitado à Procuradoria-Geral da República (PGR) que analisasse os dados encontrados. O órgão se manifestou a favor da investigação do conteúdo do celular de Wassef, visando avaliar as possíveis hipóteses criminais, que, segundo a PGR, não têm relação com o caso das joias.

A Polícia Federal também enviou uma análise complementar dos dados obtidos dos celulares de Wassef, ressaltando que o material revelou “eventos fortuitos” que necessitam de apuração em procedimento separado.

O caso investiga um suposto esquema de enriquecimento através da venda ilegal de joias e bens da União, com o intuito de beneficiar o patrimônio privado do ex-presidente Bolsonaro.

Wassef, que atua como advogado de Bolsonaro, e o próprio ex-presidente foram indiciados na investigação sobre o desvio das joias recebidas do governo da Arábia Saudita. Recentemente, em 5 de março, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou o arquivamento da investigação sobre as joias, argumentando que a legislação não é clara sobre a quem pertencem os presentes recebidos durante o exercício do cargo, se ao presidente ou à União.

Fonte: Diário do Brasil Notícias


Deixe seu comentário

Carregando comentários…
Veja mais notícias