Terras raras em foco

Brasil na corrida global por terras raras

Elementos essenciais para tecnologia e energia despertam interesse internacional

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  • Corrida global por terras raras O Brasil se destaca na disputa por terras raras, essenciais para tecnologias modernas.
  • Importância das terras raras Esses elementos estão em veículos elétricos, turbinas e equipamentos médicos.
  • Desafio da extração Encontrar e purificar terras raras é um processo complexo e caro.
  • Uso estratégico Ímãs permanentes de neodímio são fundamentais para diversas aplicações tecnológicas.
  • Demanda crescente A procura por terras raras aumentou significativamente desde 2015.
  • Potencial brasileiro O Brasil possui 21 milhões de toneladas em reservas, mas ainda enfrenta desafios.

A corrida global por terras raras, elementos químicos fundamentais para diversas tecnologias modernas, está transformando o Brasil em um dos protagonistas dessa disputa. Presentes em motores de veículos elétricos, turbinas de energia eólica e até em equipamentos médicos, esses materiais estão no centro de uma das principais questões estratégicas do século XXI.

Apesar de não serem escassos na natureza, a dificuldade está em encontrá-los em altas concentrações e purificá-los para uso industrial. As terras raras incluem 17 elementos químicos, sendo os mais relevantes o neodímio, praseodímio, térbio e disprósio, essenciais para a produção de ímãs permanentes de alto desempenho.

Sidney Ribeiro, professor do Instituto de Química de Araraquara da Unesp, ressalta que a dependência tecnológica desses elementos é crescente. “Hoje, praticamente toda tecnologia depende de terras raras em algum estágio de fabricação, desde celulares até turbinas eólicas e carros elétricos”, afirma Ribeiro.

Uso estratégico das terras raras

Os ímãs permanentes, especialmente os compostos por neodímio-ferro-boro, são a principal aplicação das terras raras. Eles são utilizados em motores elétricos, robótica e sistemas aeroespaciais. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), esses ímãs representam cerca de 95% do valor de mercado das terras raras.

A demanda por neodímio, praseodímio, disprósio e térbio mais que dobrou desde 2015, impulsionada pela expansão das energias renováveis e da mobilidade elétrica. Sem esses elementos, a eficiência de motores elétricos e turbinas eólicas seria comprometida, gerando impactos diretos na economia digital.

Desafios e oportunidades para o Brasil

O Brasil possui um potencial significativo, com cerca de 21 milhões de toneladas em reservas de terras raras, o que representa aproximadamente 23% do total mundial. No entanto, essa abundância ainda não se reflete em uma produção expressiva na indústria global, especialmente em comparação com a China, que lidera o mercado.

André Pimenta, coordenador do CIT SENAI ITR, destaca que a descoberta de reservas é apenas o começo. “O caminho entre a descoberta e a produção é longo, exigindo estudos geológicos, autorizações ambientais e investimentos significativos antes que a exploração se torne viável”, explica.

Com o aumento da demanda global e a necessidade de tecnologias sustentáveis, o Brasil pode se posicionar como um player importante nesse mercado. Assim, a capacidade de transformar seu potencial em produção efetiva será crucial para o futuro econômico do país.

Fonte: diariodobrasilnoticias.com.br


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