Saiba mais sobre DII

Doença inflamatória intestinal afeta mais do que o intestino em Catanduvas

Inflamação pode atingir pele, olhos e articulações, impactando a vida dos pacientes

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  • DII e suas consequências As doenças inflamatórias intestinais afetam mais do que o intestino. Os sintomas incluem dor intensa e diarreia.
  • Diagnóstico tardio Em média, pacientes levam dois anos para receber o diagnóstico, aumentando riscos de complicações.
  • Causas das DII Fatores genéticos e ambientais, além de alterações no microbioma, contribuem para as doenças.
  • Manifestações extraintestinais Cerca de 21% dos pacientes apresentam problemas na pele, olhos e articulações devido à DII.
  • Impacto na saúde mental 32,1% dos pacientes com DII têm ansiedade e 25,2% apresentam sintomas de depressão.
  • Vida profissional afetada Adultos jovens sofrem mais com DIIs, enfrentando afastamentos e dificuldades no trabalho.
  • Tratamento eficaz Os tratamentos modernos controlam a inflamação e reduzem complicações, exigindo acompanhamento contínuo.

As doenças inflamatórias intestinais (DII), como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, vão muito além dos sintomas digestivos. Embora essas condições afetem principalmente o intestino, a inflamação pode se espalhar para outras partes do corpo, incluindo pele, olhos, articulações e boca.

As consequências das DIIs frequentemente extrapolam o consultório médico. Crises de dor intensa, diarreia frequente e a necessidade constante de acessar o banheiro interferem na rotina dos pacientes, dificultando trabalho, estudos e vida social.

Diagnóstico tardio e suas complicações

O diagnóstico tardio agrava a situação. Em média, os pacientes levam cerca de dois anos entre o início dos sintomas e a confirmação da doença, período em que aumentam os riscos de complicações. As causas das DIIs ainda não são totalmente compreendidas, mas especialistas acreditam que uma combinação de fatores genéticos, ambientais, alterações no microbioma intestinal e falhas na resposta imunológica contribuem para seu desenvolvimento.

Inflamação além do intestino

A inflamação provocada pelas DIIs pode afetar diferentes órgãos do corpo. Uma pesquisa do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (Gediib), que acompanhou 1.179 pacientes entre 2020 e 2022, revelou que cerca de 21% apresentaram manifestações extraintestinais.

Na pele, podem surgir dermatites que causam vermelhidão e coceira. Nas articulações, a artrite se destaca como uma complicação comum, afetando cerca de 30% dos portadores de doença de Crohn e 5% dos que têm retocolite ulcerativa.

Os olhos também podem ser afetados, com a uveíte causando dor e possível cegueira em casos graves. Além disso, a inflamação intestinal compromete a saúde óssea, aumentando o risco de osteopenia e osteoporose.

Impacto na saúde mental e na vida profissional

O impacto das DIIs não se limita ao físico. Uma meta-análise publicada em 2021 na revista The Lancet mostrou que 32,1% dos pacientes apresentam sintomas de ansiedade e 25,2% sinais de depressão. Em muitos casos, as manifestações fora do intestino podem aparecer antes dos sintomas digestivos.

Os efeitos das DIIs também atingem a vida profissional, especialmente entre adultos jovens. O estudo do Gediib identificou que pessoas entre 14 e 35 anos, faixa etária economicamente ativa, são as mais impactadas. A dificuldade de acesso a banheiros e os sintomas invisíveis muitas vezes resultam em afastamentos prolongados do trabalho.

Tratamento e controle da inflamação

Embora as doenças inflamatórias intestinais ainda não tenham cura, os tratamentos atuais são mais eficazes do que os de décadas passadas. O uso de medicamentos biológicos tem reduzido internações e complicações graves. O objetivo do tratamento é controlar a inflamação, promover a cicatrização da mucosa intestinal e diminuir o risco de recaídas.

O acompanhamento contínuo é crucial para garantir que os pacientes sigam o tratamento e identifiquem barreiras, como dificuldades de acesso a medicamentos. Em muitos casos, o controle da inflamação intestinal também ajuda a reduzir as manifestações em outras áreas do corpo, exigindo uma abordagem multidisciplinar no tratamento.

Fonte: diariodobrasilnoticias.com.br


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