Bebê abandonado

Mãe é investigada por agredir e abandonar filho de 1 ano em Brusque, SC

Criança foi encontrada sozinha no apartamento com lesões no rosto; mãe foi presa e depois solta com medidas protetivas

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  • Bebê de 1 ano e 9 meses é achado sozinho e ferido em apartamento em Brusque Na noite de 19 de maio, a PM encontrou a criança sozinha, chorando, com lesões no rosto e na boca dentro de um apartamento em Brusque, SC.
  • Pai recebeu vídeo da mãe admitindo agressão ao filho O pai, motoboy, recebeu vídeo da companheira dizendo que não suportava mais cuidar do filho e admitindo tê-lo agredido. Ele acionou a PM imediatamente.
  • Apartamento tinha sujeira, gatos confinados e condições inadequadas Policiais constataram acúmulo de sujeira e gatos presos em cômodo com fezes e urina. A mãe retornou ao local cerca de duas horas depois e foi presa.
  • Mãe foi internada no Hospital Azambuja para avaliação psiquiátrica Com sinais de forte agitação, ela foi encaminhada ao Hospital Azambuja. A delegada pediu internação em ala psiquiátrica prisional e exame de sanidade mental.
  • Justiça concedeu liberdade provisória; caso segue sob investigação A Vara de Garantias de Itajaí homologou o flagrante mas soltou a investigada, sem antecedentes. MP apoiou a decisão com medidas protetivas aplicadas.

Uma mãe de 23 anos é investigada por agredir o próprio filho, de 1 ano e 9 meses, e deixá-lo sozinho em um apartamento em Brusque, no Vale do Itajaí. O caso ocorreu na noite de 19 de maio e gerou grande repercussão na cidade. A mulher foi presa em flagrante, mas depois teve a prisão convertida em liberdade provisória pela Justiça de Santa Catarina.

Segundo informações do Jornal Razão, a Polícia Militar foi acionada após o pai da criança, que trabalhava como motoboy no momento dos fatos, receber um vídeo enviado pela companheira. Nas imagens, a mãe relatava que não suportava mais cuidar do filho e admitia tê-lo agredido. O menino aparecia chorando e com ferimentos visíveis na região da boca.

Ao tomar conhecimento do ocorrido, o pai procurou ajuda imediatamente. Durante o deslocamento, encontrou uma viatura da Polícia Militar e informou os agentes. A guarnição seguiu ao endereço indicado e, ao chegar, ouviu o choro da criança vindo do interior do imóvel.

Os policiais tentaram contato com a moradora por diferentes meios, sem resposta. Quando se preparavam para forçar a entrada, o pai chegou com uma chave que, segundo relato, havia sido deixada pela própria mulher na entrada do prédio antes de ela sair.

Dentro do apartamento, o menino foi encontrado sozinho, chorando, com lesões recentes no rosto e na boca. Após o resgate, foi entregue aos cuidados do pai e de familiares. Os policiais também constataram condições inadequadas no imóvel: acúmulo de sujeira, desorganização e gatos confinados em um dos cômodos em meio a fezes e urina.

A mãe não foi localizada inicialmente. Cerca de duas horas depois, retornou ao local e foi abordada pelos policiais. Ela apresentava sinais de forte agitação e foi encaminhada ao Hospital Azambuja para atendimento médico. A equipe médica constatou necessidade de acompanhamento especializado, e ela permaneceu internada para avaliação psiquiátrica, sem prestar depoimento naquele momento.

A delegada responsável solicitou à Justiça a internação provisória da investigada em ala psiquiátrica prisional e a realização de exame para avaliar sua condição mental. O inquérito prevê indiciamento por crimes relacionados à agressão e ao abandono da criança, com agravante pelo fato de a vítima ser menor de 14 anos.

A Vara Regional de Garantias da Comarca de Itajaí homologou a prisão em flagrante, mas concedeu liberdade provisória. Na decisão, o magistrado considerou que a mulher não possui antecedentes criminais e que não estavam presentes os requisitos legais para a prisão preventiva. O Ministério Público também se manifestou favoravelmente à liberdade provisória, acompanhada de medidas protetivas.

A audiência de custódia não foi realizada porque a investigada permanecia internada, sem previsão de alta. O caso segue sendo apurado pelas autoridades, que aguardam os resultados das avaliações médicas e psiquiátricas para dar continuidade às investigações.


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