Ver resumo Resumo
- Hust planeja dobrar capacidade de leitos em Joaçaba O hospital apresentou Plano Diretor que prevê ampliar de ~218 para até 400 leitos em três etapas ao longo dos próximos 10 anos.
- 160 mil atendimentos registrados em 2025 A diretora Lindamir Secchi Gadler destacou o volume de atendimentos em 2025 e a importância regional do Hust no Oeste catarinense.
- 80 anos de história e estrutura no limite Com 80 anos, o Hust opera próximo da capacidade máxima em UTIs, ambulatórios e centro cirúrgico, segundo a direção.
- Expansão em três etapas: emergência, UTI e nova torre 1ª etapa: emergência e ambulatórios. 2ª: centro cirúrgico, UTIs e nova torre. 3ª: conclusão da torre. Plano vai a público em junho.
- Área oncológica recebe investimentos prioritários O projeto de expansão contempla melhorias e ampliação dos serviços de tratamento do câncer, área em crescimento no hospital.
- Déficit mensal chega a R$ 1 milhão Tabela SUS defasada e convênios municipais de apenas R$ 250 mil/mês pressionam as contas. Hospital busca apoio do Estado.
- Plano Diretor será apresentado em junho A direção do Hust prevê divulgar oficialmente o documento à sociedade em junho, definindo o crescimento da instituição pela próxima década.
O Hospital Universitário Santa Terezinha (Hust), de Joaçaba, realizou nesta sexta-feira, 29 de maio, um café com a imprensa em que apresentou balanço de 2025, desafios financeiros e estruturais e um Plano Diretor que prevê ampliar a capacidade de leitos de aproximadamente 218 para até 400, dividindo a expansão em três etapas ao longo dos próximos dez anos.
Números de 2025
Segundo a diretora-geral do Hust, Lindamir Secchi Gadler, a instituição contabilizou cerca de 160 mil atendimentos em 2025, distribuídos em diversas especialidades e patologias. O hospital atende pacientes de dezenas de municípios do Oeste catarinense e concentra procedimentos de alta complexidade que não encontram resolução em unidades menores da região.
Lindamir destacou que muitas das atividades realizadas pelo Hust ainda são pouco conhecidas pela população, o que motivou o encontro com a imprensa.
Estrutura física é o principal gargalo
Com 80 anos de história, o hospital opera próximo do limite da capacidade em setores como UTI, ambulatórios e centro cirúrgico. O Plano Diretor, em fase de finalização, organiza a expansão em três fases:
- 1ª etapa: reorganização da emergência e dos ambulatórios;
- 2ª etapa: ampliação do centro cirúrgico, das UTIs e início da construção de uma nova torre hospitalar;
- 3ª etapa: conclusão da nova torre.
A apresentação oficial do Plano Diretor à sociedade está prevista para junho.
Desafio financeiro
O custeio das operações é outro obstáculo relevante. A tabela do SUS utilizada para diversos procedimentos permanece baseada em valores defasados, dificultando o equilíbrio das contas. Os convênios com municípios da região somam cerca de R$ 250 mil mensais, valor considerado insuficiente diante do volume de atendimentos. O déficit mensal acumulado é de aproximadamente R$ 1 milhão.
Representantes do hospital já se reuniram com a Secretaria de Estado da Saúde para apresentar a situação e buscar alternativas que garantam a sustentabilidade financeira da instituição.
Uso adequado dos serviços
A direção também reforçou a orientação para que casos de menor gravidade sejam atendidos primeiro nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), liberando a emergência hospitalar para situações realmente urgentes e de maior complexidade.

Deixe seu comentário