Operação no hospital

Hospital de Imaruí é investigado por forjar internações e desviar verba do SUS

Operação Prontuário Frio cumpre sete mandados de busca em quatro cidades de SC por fraude nos registros do sistema público

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  • Hospital de SC é alvo de operação por fraude no SUS O GAECO deflagrou a operação Prontuário Frio na manhã de quarta-feira (27) para investigar fraudes no Hospital de Imaruí, no Sul de SC.
  • Sete mandados cumpridos em quatro cidades Buscas ocorreram em residências, empresas e no hospital, em Florianópolis, Imaruí, Imbituba e São José. Ordens expedidas pela Justiça de Tubarão.
  • Pacientes constavam como internados mesmo após a alta O hospital mantinha pacientes no sistema após a alta e registrava observações como internações formais para inflar cobranças ao SUS e ao Estado.
  • Apreensão de provas e sigilo na investigação Documentos, computadores, celulares e mídias digitais foram apreendidos. A Polícia Científica acompanhou a ação, que corre em segredo de Justiça.

O Hospital de Imaruí, no Sul de Santa Catarina, é alvo da operação Prontuário Frio, deflagrada na manhã desta quarta-feira (27) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A investigação apura desvio de dinheiro público e falsificação de dados no sistema da unidade para cobrar por internações que nunca ocorreram da forma registrada.

No total, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residências, empresas e no próprio hospital, nas cidades de Florianópolis, Imaruí, Imbituba e São José. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça de Tubarão.

Como o esquema funcionava

Segundo as investigações, o hospital adulterava registros de saúde para receber mais dinheiro do SUS e do Governo do Estado. O esquema mantinha pacientes no sistema como se ainda estivessem internados, mesmo após receberem alta médica. Além disso, pessoas que passavam apenas um período em observação eram registradas como internações formais, inflando artificialmente o faturamento.

Durante a operação, foram apreendidos documentos, computadores, celulares e mídias digitais que podem comprovar a fraude e dimensionar o prejuízo aos cofres públicos. A Polícia Científica de Santa Catarina também participou da ação.

A investigação corre em segredo de Justiça. A defesa do Hospital de Imaruí foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento desta reportagem.


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