Política

Um doleiro condenado pela Operação Lava-Jato foi preso por apresentar um falso contrato de trabalho

O doleiro Raul Henrique Srour, condenado a mais de cinco anos de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e operação fraudulenta de câmbio em uma ação penal da Operação Lava Jato, foi preso na manhã dessa quarta-feira, em Jandaia do Sul, na região Norte do Paraná.

A condenação ocorreu em 2016. De acordo com o MPF (Ministério Público Federal), Srour atuou no mercado de câmbio negro e esteve envolvido na prática de diversos crimes financeiros. Ele teria movimentado quase R$ 3 milhões de forma irregular.

Conforme o MP (Ministério Público) do Paraná, logo após ter a pena confirmada em segunda instância e o cumprimento em regime semiaberto, Raul Srour alterou o seu domicílio para Jandaia.

A fim de justificar essa mudança e evitar o cumprimento da pena em uma unidade prisional de São Paulo (onde residia), ele apresentou à Justiça um falso contrato de trabalho celebrado com uma gráfica da cidade de Borrazópolis, também no interior paranaense, que o teria contratado como “vendedor autônomo”.

As investigações (que incluíram interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Militar) comprovaram, no entanto, que o doleiro jamais atuou na função de vendedor e nem mesmo tinha qualquer plano nesse sentido. Ele, mais dois advogados e os proprietários da gráfica foram denunciados pela prática de associação criminosa e falsidade ideológica.

Outro doleiro

Nos últimos dias, outro doleiro esteve no noticiário: Ernest Matalon. O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), acatou o pedido da defesa e baixou significativamente o valor da fiança imposta pelo juiz Marcelo Bretas, titular da operação “Câmbio, Desligo”. Em decisão publicada na última sexta-feira, o magistrado substituiu a fiança de R$ 390 milhões imposta por Bretas por uma de R$ 10 milhões.

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Ernesto é filho de Marc Ernest Matalon, antigo conhecido da Polícia Federal e apontado como patriarca de uma das maiores famílias de doleiros do estado de São Paulo. Ao lado do pai, da prima Patrícia e da funcionária Bella Skinazi, Ernesto teve prisão decretada pela Justiça do Rio de Janeiro no âmbito da operação Câmbio, Desligo. No passado, a família havia sido alvo da operação Satiagraha.

De acordo com o Ministério Público Federal, a família Matalon, entre 2011 e 2017, movimentou US$ 100 milhões no sistema financeiro paralelo comandado pelos doleiros Vinicius Claret, o Juca Bala, e Cláudio Barboza, o Tony.

“Aliás, sobre esse ponto, ainda que se considere elevada capacidade financeira do paciente, causa alguma perplexidade o arbitramento da fiança no valor de R$ 390.000.000,00 (trezentos e noventa milhões de reais), nesta prematura fase processual da ação penal em apreço”, afirmou Gilmar Mendes em sua decisão.

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