Bem-estar

Saiba porque é preciso estimular a autoestima das meninas desde a infância

Já elogiou sua filha hoje? Essa atitude tem se mostrado necessária numa sociedade em que que cada vez mais meninas não têm autoestima elevada. Uma recente pesquisa global da Dove, chamada “A real verdade sobre beleza: segunda edição”, revelou que somente 11% delas estão confortáveis em se descreverem como “bonitas”. O número aumenta quando são questionadas sobre padrões: 72% das garotas sentem uma imensa cobrança para serem belas. A terapeuta integrativa Andrea Murguel acredita que mostrar às pequenas as boas possibilidades da vida é o início de um trabalho de empoderamento, um processo que deve partir do diálogo:

“É preciso despertar o entendimento do amor próprio. Da mesma forma, os pais devem ensinar as crianças que elas podem ser felizes e, ao mesmo tempo, melhorar suas habilidades a cada dia. Depois, devem elogiar com sinceridade cada evolução. Para isso, devem conversar abertamente sobre tudo de forma natural e sem julgamentos”, comenta a especialista.

Um dos desafios dos pais é formar meninas com a própria imagem corporal positiva e senso de identidade, o que fica ainda mais difícil quando as garotas se sentem pressionadas por imagens irrealistas de beleza unidimensional e “sem falhas”, ideais físicos e mensagens estreitas sobre o estilo de vida “perfeito”. Para lidar com essas armadilhas que afetam as pequenas, Andrea, que também é analista comportamental, entende que o melhor a ser feito é desenvolver a autoestima já nessa fase, o que é associado ao autoconhecimento:

“Ser confiante é o mesmo que não valorizar depreciações de outras pessoas ou se preocupar com o que os outros vão pensar. Significa estar bem com quem você é e com o que faz, sendo seguro nas decisões e percepções da vida. A criança deve fortalecer qualidades desde cedo e não se deixar rotular por padrões sociais. Isso pode evitar que ela desenvolva transtornos psicológicos logo na infância”, explica.

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A ausência de autoconfiança afeta diretamente a socialização. De acordo com uma pesquisa da Girlguiding de 2016, o “Questionário de atitudes femininas”, quase uma em cada seis (15%) meninas de 7 a 10 anos sente vergonha da própria imagem. Outro estudo da Dove, o “Relatório global de autoconfiança feminina”, ainda aponta que oito em cada dez garotas desistem de programas com os amigos quando não se sentem bem com a própria aparência.

A terapeuta ainda alerta sobre o risco de gerar egocentrismo em vez de autoconfiança nas crianças, e que a melhor forma de evitar o mau sentimento é ensinar os mais novos a se colocarem no lugar do outro:

“É importante ensiná-las a amar o próximo sem preconceitos ou julgamentos. Os pequenos são inocentes por natureza, então, deve-se ter cuidado para que eles não confundam autoestima com ego e se achem melhor do que todos. Essa é uma área muito delicada”, alerta.

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