Futebol

O Campeonato Brasileiro tem a melhor média de público dos últimos 30 anos

Os astros se alinharam como há muito tempo não acontecia e fizeram com que, em 2018, o Campeonato Brasileiro tivesse a melhor média de público em 30 anos: 18.873 pagantes por partida. Desde 1987, a principal competição do país não era tão prestigiada pelas torcidas.

Não houve barateamento perceptível para o bolso do torcedor no preço médio dos ingressos e nem uma melhora sensível no futebol jogado por aqui. O que levou mesmo o povo aos estádios foi a presença de alguns dos clubes mais tradicionais no topo da tabela.

Três das cinco maiores torcidas do Brasil sonharam com o título até pelo menos dois terços da competição e terminaram entre os cinco primeiros na classificação — Palmeiras, Flamengo e São Paulo. Não é à toa que ocupam o top 3 na média de público pagante este ano — os cariocas na frente, o tricolor paulista em segundo e o campeão em terceiro. Soma-se a isso a presença sempre forte dos corintianos e a euforia da torcida do Ceará, novamente na primeira divisão depois de sete anos, e está pronta a receita.

Além disso, não basta ter torcedor disposto a ir ao estádio. É preciso ter local de jogo grande e confortável para recebê-los. Este ano, entre os clubes com as dez maiores médias de público pagante, oito mandaram suas partidas em estádios com, no máximo, seis anos de idade. Algumas das principais arenas construídas ou reformadas para a Copa do Mundo de 2014 foram protagonistas em 2018 — Beira-Rio, Castelão, Arena Corinthians, Fonte Nova. O Maracanã, o maior de todos, saiu do limbo em que se encontrava ano passado para ser palco de cinco dos dez melhores públicos da Série A.

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Elevou o patamar do estádio e da própria média de público do campeonato a presença da torcida do Flamengo. Impulsionada pela expectativa de ser campeã brasileira depois de nove anos, alcançou a expressiva média de 47.139 pagantes por jogo, quase 13 mil a mais que a do São Paulo. Mas para não deixar que dissessem que é movida apenas por resultados, emplacou na última rodada, quando o time de Dorival Júnior não disputava absolutamente nada, o melhor público da competição — 62.994 pagantes.

Se Atlético-MG, que joga no Independência (capacidade para 23 mil pessoas), e o Vasco, que atua em São Januário (22 mil pessoas), tivessem estádios maiores à disposição, a probabilidade de o Campeonato Brasileiro deste ano ter tido média ainda maior seria grande. Um mobilizou muito a torcida na briga por uma vaga na Libertadores. O outro, na luta para seguir na Série A.

Mas não é o caso e outros dois fatores, se não jogaram contra, certamente não ajudaram o Brasileirão deste ano a ter uma média de público tão boa. O preço médio das entradas se manteve praticamente o mesmo em comparação ao do ano passado — era R$ 27,40 em 2017; na atual temporada, baixou para R$ 26,85.

Porém, o que mais poderia espantar a torcida para longe dos estádios acontecia justamente quando a bola rolava. Em uma edição de nível técnico questionável, a média de gols reforça o discurso de quem não gostou do futebol jogado na Série A. Foram 2,18 gols por partida. É o pior número desde a implementação dos pontos corridos, em 2013. Independentemente do formato da disputa, foi o pior número desde o Brasileirão de 1990.

 

 

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