Dinheiro do tráfico

Virginia Fonseca e a WePink, origem controversa e investigações financeiras

A influenciadora é alvo de apuração sobre sua relação com apostas e movimentações financeiras suspeitas

Ver resumo Resumo
  • Virginia Fonseca no Congresso A influenciadora compareceu ao Congresso em maio de 2022 para depor na CPI das Bets.
  • Contrato polêmico Virginia recebeu 30% do que apostadores perderam, o que gerou debates sobre sua ética.
  • Depoimento na CPI Ela negou saber dos problemas causados pelas apostas e afirmou que seu ganho era fixo.
  • CPI das Bets rejeitada O relatório final da CPI foi rejeitado no Senado, surpreendendo muitos.
  • Investigação da Polícia Federal Virginia é investigada por possíveis crimes financeiros e a origem de seus recursos.
  • Talismã Digital sob suspeita A empresa de Virginia recebeu 22 milhões de reais de forma questionável.
  • Controvérsias da WePink A marca tem origem ligada a pessoas com passados criminais, levantando suspeitas.

A influenciadora Virginia Fonseca, conhecida por sua presença nas redes sociais, esteve no Congresso em maio do ano passado, acompanhada do ex-marido Zé Felipe e do advogado Michel Saliba. Sua convocação para a CPI das Bets teve como objetivo esclarecer sua atuação na promoção de apostas online.

Anteriormente, a revista piauí havia revelado que Virginia tinha um contrato com a Esportes da Sorte, onde recebia 30% do valor perdido pelos apostadores, o que gerou polêmica e se tornou um dos focos da CPI. Durante seu depoimento, Virginia afirmou não ter conhecimento do impacto negativo das apostas e negou que seus ganhos estivessem ligados à má sorte dos apostadores. “Nunca recebi 1 real a mais do que o contrato de publicidade que fiz por dezoito meses”, disse.

A CPI das Bets, criada em novembro de 2024, teve seu relatório final rejeitado no Senado em junho de 2025, após intensa pressão do lobby das casas de apostas. O parecer da relatora, senadora Soraya Thronicke, pedia o indiciamento de 16 pessoas, incluindo Virginia. Apesar de escapar da CPI, Virginia agora enfrenta investigações da Polícia Federal sobre a legalidade de suas operações financeiras e a origem dos recursos que movimenta.

A Talismã Digital, empresa de Virginia e Zé Felipe, recebeu entre março e setembro de 2024 mais de 22 milhões de reais, com depósitos suspeitos de uma empresa registrada no Simples Nacional, que não deveria movimentar tal quantia. As movimentações financeiras da influenciadora levantaram questões sérias, conforme revelado pelos Relatórios de Inteligência Financeira.

Origem da WePink em questões controversas

A WePink, o principal negócio de Virginia, tem uma origem envolta em polêmicas. A empresa foi fundada em parceria com Samara Martins e Thiago Stabile, que anteriormente se associaram a Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como Japa do PCC. Em 2025, a WePink teve um faturamento de 1,3 bilhão de reais.

Com 56,6 milhões de seguidores no Instagram, Virginia é uma das influenciadoras mais seguidas do Brasil. Recentemente, seu nome se tornou um dos mais buscados no Google após o término de seu namoro com o jogador Vini Jr. A influenciadora gerou controvérsias durante uma viagem a Dubai, onde compartilhou um vídeo que causou reações negativas nas redes sociais.

As investigações e polêmicas que cercam Virginia Fonseca revelam um cenário complexo, onde fama, negócios e questões éticas se entrelaçam. O futuro da influenciadora e de sua empresa, a WePink, permanece incerto diante das apurações em andamento.


Deixe seu comentário

Carregando comentários…
Veja mais notícias