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- 62,9% dos brasileiros querem usar IA para pesquisar candidatos em 2026 Pesquisa inédita do Projeto Brief mostra que mais de 6 em 10 eleitores pretendem recorrer à inteligência artificial nas Eleições 2026.
- Maioria planeja checar informações em outras fontes 40,5% farão dupla checagem; 22,4% tratarão a IA como fonte comum. Já 44,3% dos brasileiros usam IA para buscar notícias no dia a dia.
- Especialista alerta: respostas de IA podem induzir ao erro Carol Luck, do Projeto Brief, alerta que as respostas geradas por IA 'não são 100% confiáveis' e que fontes nem sempre ficam claras.
- Apenas 45,3% identificaram vídeo falso criado por IA 33% acreditaram que a montagem era real. Com vídeo verdadeiro, só 40,7% acertaram; 33,9% desconfiaram do conteúdo legítimo.
- Idosos são os mais vulneráveis à desinformação por IA Entre 61 anos ou mais, só 20,9% detectaram o vídeo falso e 47% creram que era verdadeiro. Entre jovens de 18 a 29 anos, acerto foi de 58,2%.
- TSE é apontado por 51,6% como principal regulador da IA eleitoral 71,6% acreditam que a IA pode influenciar o pleito. Pesquisa ouviu 2.483 pessoas entre 25 e 29 de abril de 2026.
Uma pesquisa inédita do Projeto Brief revela que 62,9% dos eleitores brasileiros consideram utilizar ferramentas de inteligência artificial para pesquisar informações sobre candidatos nas Eleições 2026. O estudo, divulgado pelo Correio Braziliense, mapeia como a tecnologia pode moldar decisões de voto, mas expõe também vulnerabilidades preocupantes no eleitorado.
Como os eleitores pretendem usar a IA
Entre os que planejam recorrer à tecnologia, 40,5% afirmam que farão dupla checagem em outros canais. Outros 22,4% tratarão a IA como fonte útil comum, equiparada a qualquer outra. O hábito já é realidade: 44,3% dos brasileiros usam IA para buscar notícias e 38,3% para verificar se uma informação é verdadeira. No total, 73,8% dos usuários frequentes da ferramenta demonstram abertura para adotá-la na cobertura política.
O alerta dos especialistas
Para Carol Luck, coordenadora do Projeto Brief, a dependência dessas ferramentas em ano eleitoral é preocupante.
“As respostas geradas por IA não são 100% confiáveis, e isso é algo que as próprias plataformas sinalizam. Nem sempre fica claro de onde veio a informação, quais fontes foram consultadas ou se os dados estão atualizados. Em ano eleitoral, isso tem peso: a decisão de voto pode passar por respostas automatizadas que induzem ao erro”, alerta Luck.
Crise de autenticidade e o abismo entre gerações
O estudo testou a capacidade dos eleitores de diferenciar vídeos reais de montagens feitas por IA. Diante de um vídeo falso criado por IA, apenas 45,3% dos participantes identificaram a manipulação, enquanto 33% acreditaram que o material era original.
O cenário se repetiu com o vídeo real: 33,9% desconfiaram da gravação legítima e acreditaram que havia sido gerada por robôs, enquanto apenas 40,7% acertaram que o conteúdo era autêntico.
A vulnerabilidade se acentua por faixa etária. Entre jovens de 18 a 29 anos, a taxa de acerto na identificação do vídeo falso foi de 58,2%. Na população com 61 anos ou mais, apenas 20,9% detectaram a IA, e 47% afirmaram convictamente que o vídeo falso era verdadeiro.
Regulação e responsabilidade
Cerca de 71,6% dos entrevistados acreditam que a IA tem potencial para influenciar diretamente o resultado do pleito. Quando questionados sobre quem deve fiscalizar o uso da tecnologia na política, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi apontado como principal regulador por 51,6% dos participantes.
Metodologia
O levantamento foi conduzido pelo Projeto Brief entre 25 e 29 de abril de 2026, com 2.483 cidadãos via questionários eletrônicos nas redes sociais. Os participantes foram divididos em três grupos: 1.000 formaram a base neutra de comparação, 723 assistiram ao conteúdo adulterado por algoritmos e 760 analisaram apenas a filmagem verdadeira.

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