Reação do cérebro

O que acontece no cérebro em situações de perigo

Neurologista explica reações do corpo após acidente de helicóptero na Serra Catarinense

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  • Acidente de helicóptero O acidente que vitimou o cantor Rick e outros tripulantes na Serra Catarinense gerou preocupação.
  • Ativação do sistema nervoso A amígdala detecta a ameaça e ativa o sistema nervoso simpático imediatamente.
  • Papel do cortisol O cortisol redistribui energia aos órgãos vitais e desliga funções não urgentes.

Um acidente de helicóptero na Serra Catarinense, que resultou na morte do cantor Rick, da dupla Rick e Renner, do empresário Bruno Avelar, do videomaker Paulo Soares e de outros dois tripulantes, trouxe à tona importantes reflexões sobre as reações do corpo humano em situações extremas.

O neurologista Wedney Livânio utilizou suas redes sociais para esclarecer o que ocorre no cérebro quando uma pessoa se vê diante de uma ameaça iminente. Segundo ele, em situações de perigo, o organismo passa por uma reorganização imediata que prioriza a sobrevivência. “O cérebro reorganiza toda a sua atividade em milissegundos. A amígdala assume, o córtex racional recua, e o corpo entra em um estado voltado para uma única função: sobreviver”, detalhou.

Reação imediata do cérebro

Livânio descreveu que, no momento em que a ameaça surge, a amígdala cerebral é a primeira a detectar o perigo, agindo antes mesmo que a pessoa compreenda a situação. “O alarme dispara em milissegundos, antes de qualquer raciocínio lógico entrar em ação. O hipotálamo recebe esse alarme e ativa o sistema nervoso simpático”, explicou.

A resposta física do corpo ocorre de maneira quase instantânea. “Em frações de segundo, a adrenalina é liberada na corrente sanguínea. O coração acelera, a respiração se intensifica e os músculos se contraem”, afirmou o neurologista.

Papel do cortisol e do córtex pré-frontal

Wedney também abordou o papel do cortisol nesse processo. “O eixo HPA libera cortisol, que redistribui energia para os órgãos vitais e desliga funções não urgentes, como a digestão e a percepção da dor”, explicou.

Além disso, o neurologista comentou sobre a atuação do córtex pré-frontal, uma região do cérebro relacionada ao planejamento e à tomada de decisões. Segundo ele, em situações de emergência, a resposta se torna predominantemente instintiva, deixando pouco espaço para a análise racional.

Essas reações, embora naturais, são fundamentais para entender como o corpo humano se adapta a situações extremas de perigo, evidenciando a complexidade do funcionamento cerebral em momentos críticos.

COM INFORMAÇÕES DE METRÓPOLES

Fonte: Diário do Brasil


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