Agressões fatais

Menino de 3 anos morre após agressões do pai em Viamão

Caso gerou revolta e prefeito critica falhas do sistema de assistência social

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  • Confissão do pai Dandre Jermaine Grayson confessou as agressões, alegando que o filho não lhe deu "bom dia".
  • Histórico de agressões Outros filhos do casal também podem ter sofrido violência, segundo a polícia.
  • Críticas do prefeito O prefeito de Viamão afirmou que o Estado falhou e que o sistema de assistência não funcionou.
  • Investigação em andamento Uma sindicância foi aberta para apurar o caso e o encontro com a família estava marcado.

Um menino de 3 anos morreu na noite de quarta-feira (8) após ser espancado pelo pai, um missionário norte-americano de 33 anos, em Viamão. O garoto estava em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre. Segundo o próprio Dandre Jermaine Grayson, as agressões ocorreram porque o filho não lhe deu “bom dia”. O pai foi preso no domingo (5).

A delegada Luana Tamiozzo Medeiros, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), informou que o homem confessou ter desferido socos no peito e no abdômen da criança, além de ter batido a cabeça do menino contra o chão. A criança foi inicialmente levada ao hospital de Viamão, mas devido à gravidade dos ferimentos, foi transferida para a capital gaúcha.

Outros filhos podem ter sofrido violência

De acordo com a Polícia Civil, a família, que reside no Brasil há nove anos, pode ter um histórico de agressões. Os outros filhos, com idades de 5, 7 e 9 anos, também podem ter sido vítimas de violência. Um bebê de 1 ano é também filho do casal, mas não há confirmação de que ele tenha sofrido agressões.

As crianças foram encaminhadas para acolhimento institucional por determinação do Conselho Tutelar. Além disso, o pai é investigado por possíveis casos de violência doméstica contra a mãe das crianças, e uma medida protetiva foi solicitada.

Prefeito se manifesta sobre o caso

O prefeito de Viamão, Rafael Bortoletti (PSDB), expressou sua indignação em entrevista à rádio Gaúcha, afirmando que “o Estado falhou” em relação ao caso, visto que a criança já havia sido atendida em uma unidade de saúde em 2025 com hematomas. Ele destacou que a família era acompanhada pelo Conselho Tutelar e por uma rede de assistência.

Bortoletti declarou: “Eu, como prefeito, a polícia, todos nós falhamos. Uma criança de 3 anos jamais pode chegar a esse estágio”. Ele também criticou o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), que, segundo ele, preconiza o abrigamento institucional como a última opção, afirmando que o sistema falhou.

Um encontro decisivo para discutir o futuro da família estava agendado para quinta-feira (9). O prefeito determinou a abertura de uma sindicância para investigar o caso.

Fonte: NSC Total


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