Ver resumo Resumo
- Horário de verão pode voltar ao Brasil O Ministério de Minas e Energia confirmou que o governo monitora a possibilidade de reintroduzir o horário de verão, com foco no pico de consumo noturno.
- EUA acenderam o debate no Brasil Um projeto nos Estados Unidos quer tornar o horário de verão permanente. Lá, os relógios adiantam das 2h para as 3h em março e recuam em novembro.
- CMSE acompanha consumo e oferta de energia O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico analisa riscos no horário de pico, considerando a queda da geração solar no fim da tarde.
- Santa Catarina era incluída no mecanismo SC, RS, PR e outros 8 estados mais o DF aplicavam o horário de verão, adiantando relógios 1 hora do final de novembro até fevereiro.
- Suspenso em 2019 por falta de eficiência Estudos de 2019 mostraram que o mecanismo perdera eficácia: hábitos mudaram e o pico de consumo migrou para a tarde, não mais à noite.
O governo federal estuda a possibilidade de reintroduzir o horário de verão no Brasil, mas com um novo foco: reduzir a pressão no horário de pico de consumo de energia, e não mais economizar energia como era o objetivo no passado. O Ministério de Minas e Energia (MME) confirmou ao NSC Total que o assunto segue em monitoramento.
O debate voltou à tona após um projeto avançar nos Estados Unidos com a proposta de tornar o horário de verão permanente no país. Nos EUA, o horário de verão começa no segundo domingo de março, quando os relógios são adiantados das 2h para as 3h, e encerra em novembro, com os relógios recuando das 2h para a 1h da manhã.
O que o governo está analisando
Conforme o MME, o governo federal, por meio do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), está acompanhando o consumo e a oferta de energia elétrica no país. Autoridades e técnicos recebem informações atualizadas para embasar uma decisão.
A análise centra-se no atendimento do pico de demanda, geralmente no começo da noite, quando o consumo é maior. Os estudos consideram o comportamento “da geração não despachável das usinas solares e fotovoltaicas”: a energia solar cai no fim da tarde, exatamente quando o consumo sobe, o que gera pressão no sistema elétrico.
Como funciona o horário de verão
O mecanismo consiste em adiantar os relógios em uma hora durante os meses mais quentes do ano, normalmente do final de novembro até fevereiro do ano seguinte. Anteriormente, era aplicado nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.
Segundo o governo, o horário de verão fazia mais sentido nas regiões mais distantes da Linha do Equador, onde a diferença de luminosidade entre verão e inverno é mais significativa. Nos estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, os dias de verão são mais longos, e manter a luz solar por mais tempo evitava que equipamentos fossem ligados mais cedo.
Por que foi suspenso
Estudos realizados em 2019 mostraram que o horário de verão não estava mais produzindo os benefícios esperados. A mudança nos hábitos dos consumidores deslocou o maior consumo diário de energia para o período da tarde, esvaziando o efeito do mecanismo, segundo o governo.

Deixe seu comentário