Homofobia em SC

Homem é espancado e roubado após ofensas homofóbicas em SC

Vítima de 44 anos foi cercada por grupo na Praia das Palmeiras; polícia investiga o caso

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  • Agressões e roubo Vítima relatou ter sido espancada e roubada, incluindo sua chave de casa.
  • Ofensas homofóbicas Grupo disparou ofensas antes de iniciar as agressões, evidenciando o crime de homofobia.
  • Investigação em andamento Polícia Civil instaurou inquérito e Polícia Militar mobilizou guarnições para buscas.
  • Apoio à vítima Após o ataque, a vítima foi acolhida e levada à UPA para atendimento médico.
  • Consequências legais Homofobia é crime com pena de até cinco anos; agressores podem responder por lesão corporal.

Um homem de 44 anos viveu momentos de terror na Praia das Palmeiras, em Florianópolis, quando foi cercado e agredido por um grupo de seis indivíduos. O ataque, que ocorreu na noite de 22 de junho, foi motivado por ofensas homofóbicas e resultou em agressões físicas e roubo de seus pertences.

Crime aconteceu na Praia das Palmeiras, na parte continental da Capital (Foto: Banco de Imagens)
Crime aconteceu na Praia das Palmeiras, na parte continental da Capital (Foto: Banco de Imagens)

A vítima, que preferiu não ser identificada, caminhava pela orla após o trabalho quando foi abordada por cinco jovens vestidos com moletons. Após uma breve conversa, um sexto homem, mais velho, se juntou ao grupo e disparou ofensas homofóbicas, dizendo: “pela voz já vi que é bichinha, que é gayzinho”.

Após alguns minutos, o grupo retornou e cercou o homem, iniciando as agressões com socos no rosto e na região das costelas. Ele relembra as ameaças feitas durante o ataque, incluindo a frase: “morto não ouve, morto não vê”.

Os agressores não apenas agrediram a vítima, mas também roubaram a chave de sua casa e o par de tênis que usava. A violência continuou com chutes e socos, incluindo golpes com o próprio calçado que foi roubado.

Após a agressão, a vítima recebeu auxílio de uma mulher que mora em sua quitinete. O marido dela o levou até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde policiais militares registraram o boletim de ocorrência e colheram seu depoimento. Ele ficou em observação por quatro horas para descartar qualquer traumatismo craniano.

A Polícia Militar mobilizou todas as guarnições do 22º Batalhão para localizar os suspeitos, mas até o momento, ninguém foi preso ou apreendido. A investigação foi assumida pela Polícia Civil, que instaurou um inquérito para apurar os crimes de roubo e homofobia.

Consequências da homofobia

Desde 2019, o Supremo Tribunal Federal reconhece a homofobia e a transfobia como crimes enquadrados na Lei de Racismo, podendo resultar em penas de até cinco anos de prisão. No caso de agressões físicas, os autores podem ser responsabilizados por lesão corporal e outros crimes, dependendo das circunstâncias.

Após o ataque, a vítima se viu forçada a deixar seu imóvel por questões de segurança. Amigos e colegas de trabalho iniciaram uma vaquinha virtual para ajudá-lo a adquirir itens básicos para sua nova residência, como geladeira e fogão. Ele expressou seu desespero, afirmando: “Eu nunca mexi com ninguém, todo mundo me adora. E toda hora alguém fica tentando achar uma culpa. Eu não mereço isso.”

Fonte: NSC Total


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