Ver resumo Resumo
- Tradicional no Congresso A cerimônia de posse deve ser realizada no Congresso, em Bogotá, conforme as regras colombianas.
- Tensão entre presidentes Petro e De la Espriella enfrentam tensões, com acusações de fraude eleitoral e golpe de Estado.
- Compromisso com a democracia Petro assegura a Lula que a transição de poder será pacífica em agosto.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, declarou no último domingo, 12, que não permitirá que a posse de seu sucessor, Abelardo De la Espriella, ocorra em uma instalação militar. Essa decisão contraria a proposta do novo presidente, que venceu as eleições no mês passado, e acontece a menos de um mês da transição de poder, marcada para 7 de agosto.
Em sua conta na rede social X (ex-Twitter), Petro afirmou: “No exercício de minhas faculdades constitucionais e legais, ordeno que nenhum estabelecimento militar sirva para a posse de um presidente da República da Colômbia”. O presidente ressaltou que os quartéis militares e policiais estão sob suas ordens até que o novo presidente preste juramento.
Posse no Congresso
Tradicionalmente, a posse presidencial na Colômbia ocorre no Congresso, em Bogotá. No entanto, De la Espriella solicitou ao novo legislativo a autorização para realizar a cerimônia em uma guarnição militar, alinhando-se à sua proposta de fortalecimento das forças de segurança do país e austeridade fiscal máxima.
Petro, em resposta, afirmou que “nos quartéis não se fazem leis”, enfatizando que sua função é defender a segurança da população e que, enquanto estiver na Presidência, continuará a proteger “as leis e a Constituição de um povo soberano”.
Tensão na transição de governo
A relação entre Petro e De la Espriella é marcada por tensão, especialmente diante das alegações de fraude eleitoral feitas por Petro, que convocou uma manifestação para o dia 20 de julho, data da independência colombiana. O novo presidente, por sua vez, acusou Petro de estar arquitetando um golpe de Estado para se manter no poder.
Em uma conversa recente, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva falou com Petro, que garantiu a entrega pacífica do poder em agosto. O governo brasileiro informou que Petro reafirmou seu compromisso com a democracia e uma transição tranquila no país.
Fonte: Diário do Brasil

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