Operação Desmos

GAECO realiza operação contra facção criminosa em Herval d’Oeste e região

A segunda fase da Operação Desmos busca desmantelar redes de crime organizado em SC

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  • Início da operação GAECO deflagra a Operação Desmos em várias cidades de SC, incluindo Herval d’Oeste.
  • Dízimos do crime Investigação revela coleta de valores conhecidos como “dízimos” para financiar atividades ilícitas.
  • Próximas etapas Quebra de sigilo autorizada para coleta de provas e continuidade da investigação.

Na manhã desta terça-feira (4), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deu início à segunda fase da Operação Desmos. A ação visa combater uma facção criminosa que atua nas regiões Meio-Oeste e Oeste de Santa Catarina, com cumprimento de mandados de busca e apreensão em diversos municípios, como Herval d’Oeste, Catanduvas e Piratuba.

A operação é realizada em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital, que desde julho de 2025 investiga crimes relacionados a facções criminosas em todo o estado. No total, estão sendo cumpridos 21 mandados expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas. Além das cidades mencionadas, há alvos em Chapecó, Xaxim, Joinville, Xanxerê, Caxambu do Sul e Nova Erechim.

Durante as ações desta manhã, um auto de prisão em flagrante foi lavrado por posse ilegal de arma de fogo, o que demonstra a gravidade da situação.

Rede de arrecadação criminosa

Esta fase da investigação é um desdobramento da Operação Sodalitas Finis e revelou indícios de uma rede de arrecadação destinada a financiar o crime organizado na região. De acordo com as investigações do Ministério Público, os envolvidos coletavam valores conhecidos como “dízimos” em vários municípios de Santa Catarina. Esses recursos eram utilizados para manter a estrutura da facção e custear atividades ilícitas, como a compra de armamentos e o tráfico de drogas.

Os elementos obtidos pelo GAECO indicam que os suspeitos tinham uma clara divisão de funções, atuando na coordenação, arrecadação e movimentação financeira da facção. Eles podem ser responsabilizados, em tese, pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Próximos passos da investigação

A Justiça autorizou a quebra do sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos eletrônicos apreendidos nos endereços dos investigados. Todo o material será enviado à Polícia Científica para perícia e servirá como base para as próximas etapas da investigação, que seguirá em sigilo.

O nome da operação, “Desmos”, é originário do grego e significa “elo” ou “vínculo”. Essa nomenclatura refere-se à rede de conexões mantidas pelos criminosos. O objetivo da força-tarefa, que envolve a Polícia Civil, Militar, Penal, Receita Estadual e Bombeiros, é romper esses elos para asfixiar financeiramente a facção.

Fonte: Éder Luiz Comunicação


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