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- GAECO cita Vargem Bonita e Ibicaré em operação contra fraudes em concursos Na terça-feira, dia 26, o GAECO deflagrou as operações Ilegalle e Ponto de Corte em municípios de SC e RS, investigando fraudes em concursos públicos.
- Técnica do mergulho: como a fraude nas licitações funcionava Empresas com vínculos familiares apresentavam propostas baixas para depois se desclassificar estrategicamente e favorecer contratos direcionados.
- Dez mandados cumpridos; prejuízo estimado em R$ 39 mil em um dos casos Foram 4 mandados pelo MPRS e 6 em ação conjunta com o MPSC. Na Operação Ilegalle, fraude nas inscrições de concurso em Santa Vitória do Palmar causou prejuízo de R$ 39 mil.
- Oito municípios catarinenses e Nova Esperança do Sul estão nas apurações Além de Vargem Bonita e Ibicaré, figuram Mirim Doce, Dona Emma, Agrolândia, Rio dos Cedros, Palhoça, Entre Rios e Nova Esperança do Sul (RS).
- Advogados e empresas foram alvo; OAB/RS e Brigada Militar acompanharam ações Mandados atingiram sedes empresariais e pessoas físicas, incluindo advogados. OAB/RS acompanhou as buscas com apoio da Brigada Militar.
Os municípios de Vargem Bonita e Ibicaré, no Meio-Oeste catarinense, estão entre as cidades citadas nas investigações das operações Ilegalle e Ponto de Corte, deflagradas na terça-feira, dia 26, pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). As apurações investigam suspeitas de fraudes em concursos públicos e irregularidades em processos licitatórios envolvendo empresas organizadoras de concursos nos dois estados.
Segundo as investigações, empresas com vínculos familiares e societários teriam atuado de forma coordenada para simular concorrência em licitações. A estratégia utilizada é conhecida como técnica do mergulho: apresentação de propostas artificialmente baixas, seguidas de desclassificações estratégicas para favorecer contratações direcionadas.
Além de Vargem Bonita e Ibicaré, também aparecem nas apurações os municípios catarinenses de Mirim Doce, Dona Emma, Agrolândia, Rio dos Cedros, Palhoça e Entre Rios, além de Nova Esperança do Sul, no Rio Grande do Sul. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca pelo MPRS e outros seis em ação conjunta com o MPSC.
A Operação Ilegalle, conduzida pelo MPRS, aponta indícios de fraude na gestão das inscrições de um concurso público em Santa Vitória do Palmar. A banca organizadora teria manipulado listas de candidatos isentos da taxa de inscrição, gerando prejuízo estimado em aproximadamente R$ 39 mil.
Já a Operação Ponto de Corte, conduzida pelo MPSC com apoio do GAECO do Rio Grande do Sul, investiga possíveis fraudes em licitações para a contratação de empresas responsáveis pela realização de concursos públicos.
Os mandados foram cumpridos em sedes empresariais e também contra pessoas físicas, incluindo advogados, com acompanhamento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS) e apoio da Brigada Militar.

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