Briga entre vizinhos

Família condenada por homicídio após briga em Irani

Pai, mãe e filhos respondem por morte de jovem e tentativa de homicídio em briga de vizinhos

Ver resumo Resumo
  • Condenação em júri popular Quatro réus foram condenados por homicídio e tentativa de homicídio em Irani. O júri ocorreu em Concórdia.
  • Outras vítimas Um homem de 46 anos também foi ferido com golpes de facão durante a briga entre as famílias.
  • Consequências legais Os acusados foram condenados a penas que variam de 10 a 35 anos de prisão, mas ainda podem recorrer.

Quatro membros de uma família foram condenados na madrugada desta sexta-feira, dia 24, em um júri popular realizado na comarca de Concórdia, por sua participação em uma briga que resultou na morte de um jovem de 26 anos em Irani, no Oeste catarinense. O conflito, que ocorreu em 28 de janeiro de 2025, também deixou outra vítima gravemente ferida.

Os réus, pai, mãe e dois filhos, já estavam presos enquanto aguardavam o julgamento. Eles foram considerados culpados pela morte de Valmir Marques da Silva, conhecido como “Fio”, que foi baleado e faleceu três dias depois. Outra vítima, um homem de 46 anos, sofreu ferimentos graves devido a golpes de facão. Um vídeo do incidente foi registrado e está disponível para visualização.

O homem de 56 anos foi condenado por homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificada, recebendo uma pena de 35 anos de prisão. Já os outros três réus, a mãe e os dois filhos, foram condenados por tentativa de homicídio qualificada, com penas que podem chegar a 10 anos de reclusão. Embora as condenações possam ser recorridas, todos permanecem detidos.

Entenda o Caso

De acordo com a denúncia do Ministério Público, a briga teve início devido a uma desavença entre duas famílias vizinhas. Durante a confusão, um dos envolvidos disparou uma arma, atingindo a cabeça de Valmir, enquanto o homem de 46 anos foi ferido com um facão.

Após ser socorrido em estado crítico, Valmir foi levado ao Hospital São Francisco, em Concórdia, onde ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Três dias após o incidente, a morte cerebral foi confirmada e a família optou pela doação de órgãos.

Logo após o ataque, a Polícia Militar prendeu um homem de 56 anos e uma mulher de 61. Os filhos do casal conseguiram fugir, mas foram localizados semanas depois em uma operação da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, que ocorreu após troca de informações com a Polícia Militar de Irani.

Fonte: Oeste Mais


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