Ver resumo Resumo
- Desafio em shopping A corrida ocorreu em um shopping de Florianópolis, onde Débora se destacou.
- Preparação mental A atleta usou estratégias mentais para enfrentar o desafio e evitar a fadiga.
- Barraca de suporte Uma barraca foi montada para descanso e cuidados médicos durante a prova.
- Câimbra e superação Débora enfrentou uma câimbra forte, mas a equipe médica a ajudou a continuar.
- Histórico de conquistas Ela já havia quebrado um recorde sul-americano em 2019, com 800,61 km.
- Referência no esporte Débora é a primeira mulher a correr 1000 km no Brasil, com diversas vitórias.
A ultramaratonista Débora Simas, de 55 anos, estabeleceu um novo recorde mundial ao correr 866,21 quilômetros em uma esteira, durante um desafio que ocorreu em um shopping de Florianópolis, SC. O feito foi alcançado neste domingo (9) e superou a marca anterior da neozelandesa Emma Timmis.

O desafio teve início no último domingo (2) e durou 168 horas, momento em que Débora precisou adotar estratégias mentais para lidar com o desgaste físico e emocional. “Eu não podia acordar pensando que eu ainda tinha seis dias pela frente ou olhar para o painel e fazer a conta de tudo o que faltava. Precisava estar naquele quilômetro, naquela hora, naquele momento”, afirmou a atleta.
Preparação e estratégias
Além da resistência física e da dieta adequada, a preparação mental foi crucial para o sucesso de Débora. Ela destacou que, após 22 anos de experiência em provas de longa distância, aprendeu a importância de não deixar que a fadiga influenciasse suas decisões. “Uma decisão tomada no auge do cansaço não pode determinar o restante da prova”, ressaltou.
Durante o desafio, a atleta utilizou uma barraca montada atrás da esteira para descanso e cuidados médicos, enquanto a alimentação e hidratação eram feitas em movimento. “O desafio é perceber as mudanças rapidamente e tomar decisões para que um problema administrável não se transforme em algo que impeça você de continuar”, explicou.

Desafios e dificuldades
Os treinos com música ajudaram na motivação, mas a prova de longa duração exigiu mais do que isso. “Você atravessa tantos estados físicos e emocionais que não existe uma única ferramenta capaz de acompanhar todos eles”, disse Débora. A presença constante de pessoas ao redor, como torcedores e voluntários, trouxe um aspecto diferente à corrida, mas também exigiu que a atleta se concentrasse ainda mais.
Na quarta-feira (5), Débora sofreu uma câimbra forte, que quase a fez perder os sentidos. A equipe médica interveio e ajustou o planejamento para os dias seguintes. O médico que a acompanhou, Daniel de Souza Carvalho, enfatizou a relevância do componente mental em provas dessa magnitude.
Histórico e conquistas
Este não foi o primeiro recorde que Débora tentou quebrar. Em 2019, ela já havia corrido 800,61 quilômetros em uma esteira, estabelecendo um recorde sul-americano. Com uma carreira de 22 anos, a atleta se tornou a primeira mulher a correr 1000 km no Brasil e participou de importantes competições internacionais.

Com quase 300 provas disputadas e pódios em todas, Débora se destacou como uma referência no ultramaratonismo, mostrando que a combinação de força mental e física é fundamental para alcançar grandes objetivos.

Fonte: g1 SC

Deixe seu comentário