Santa Catarina

Idosa que vive em São José espera há mais de um ano para fazer hemodiálise


Família diz que não sabe em qual posição Hilma Martins está na fila de espera. Ela tem insuficiência renal crônica. Idosa com insuficiência renal aguarda por exame de hemodiálise em São José
Uma idosa que vive em São José, na Grande Florianópolis, espera há mais de um ano para fazer hemodiálise. Hilma Martins, de 71 anos, tem insuficiência renal crônica. Para piorar, ainda tem pressão alta e problemas de coração. A família ainda não sabe quando ela vai ser chamada pela regulação do governo do estado.
“Ela tem tontura, tem dores de cabeça. Dor no corpo inteiro, dor na parte da barriga e no rim. Ela não fica sentada muito tempo, ela fica mais deitada o dia inteiro”, disse a filha da aposentada, Milene Martins.
A família que já perdeu parentes por causa da doença. Hilma foi diagnosticada no fim do ano passado. Exames mostraram que um rim tinha parado e que o outro estava com menos de 10% da capacidade funcional.
“Dali eles mandaram consultar com um nefrologista e ele falou que era pra botar via posto que eles iam chamá-la pra fazer hemodiálise. O médico disse pra mim que achava que não ia ser demorado, que ia ser mais rápido”, falou a filha
Mas até hoje, Hilma não fez sequer uma sessão de hemodiálise, tratamento que permite a filtração do sangue. Milene não sabe a posição da idosa na fila de espera por hemodiálise. Nem a Associação dos Pacientes Renais de Santa Catarina (APAR) tem acesso fácil a essas informações.
“Não existe uma transparência da regulação para o número exato de pacientes que estão em fila, o desconhecimento de quem está etc. Então a gente busca informações através dos próprios hospitais, junto aos médicos, que nos dão esse parecer”, disse Humberto Floriano Mendes, presidente da instituição.
Idosa com insuficiência renal aguarda por exame de hemodiálise em São José, SC.
Reprodução/NSC TV
Conforme o levantamento da Associação, atualmente 452 pessoas fazem hemodiálise em quatro unidades da Grande Florianópolis, três na capital e uma em São José. Outras 72e estariam na fila de espera. Entre elas. Hilma.
“Já faz dez anos que são as mesmas unidades que fazem esse tratamento. É claro que a patologia aumentou. E obviamente que essa senhora já teve o tratamento com nefrologista e ela precisa entrar imediatamente no tratamento, senão ela vem a óbito”, disse Mendes.
A filha da idosa disse que ainda tem esperança. “Eu espero que o telefone toque, que sejam eles me dando a notícia: ‘a sua mãe vai fazer a hemodiálise hoje, já vamos começar”, comentou Milene.
Ela relatou ainda o sofrimento que essa espera vem trazendo à mãe. “Ela vive dizendo, eu acho que eles esqueceram de mim, eles querem que eu morra em casa. Daí, o que a gente vai fazer, a gente não pode falar nada…não pode chorar. Tem que ter fé”, disse.
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