Futebol

Campeão mundial em 1966 e autor de “defesa do século” contra Pelé, o goleiro Gordon Banks morre aos 81 anos

Um dos maiores goleiros da história do futebol mundial, Gordon Banks morreu na manhã desta terça-feira (12), aos 81 anos, depois de uma longa batalha contra um tumor nos rins. A notícia surgiu na imprensa inglesa e foi confirmada pelo Stoke City, ex-clube do arqueiro, que anunciou a morte de Banks nas redes sociais após contato com a família, que apontou que o ídolo inglês “morreu tranquilamente durante a noite”.

A Fifa logo se manifestou sobre a morte de Banks, lembrando que o goleiro foi “um dos maiores goleiros da história” e ofereceu “memórias esplêndidas” nas Copas do Mundo. A principal delas foi a chamada “Defesa do Século” protagonizada pelo inglês diante de cabeçada de Pelé no Mundial de 1970.

Autor de defesa do século

Nascido em Sheffield, Banks iniciou a carreira no Chesterfield, onde ficou por um ano e chamou a atenção do Leicester. Com os Foxes, ganhou notoriedade ao chegar à final da Copa da Inglaterra e chegou à seleção inglesa. Depois de sete anos, rumou para o Stoky City, clube que defendeu por seis temporadas antes de se aventurar no Fort Lauderdale Strikers, dos Estados Unidos – rival, na época, do Cosmos, de Pelé.

Foi com a camisa do Leicester que Banks chegou à seleção inglesa, em 1963. Na Copa do Mundo seguinte, três anos depois, já era titular absoluto do English Team e atuou em todas as seis partidas para a conquista do título mundial em casa – levando apenas três gols na campanha: um na semifinal contra Portugal e dois na final diante da Alemanha. Banks somou 721 minutos sem deixar passar nenhum gol na ocasião.

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Além do título mundial, um feito na Copa do Mundo seguinte, em 1970, foi fundamental para colocá-lo como um dos maiores da história: a chamada “Defesa do Século”. Em duelo contra o Brasil, na primeira fase do Mundial de 1970, no México, o goleiro impediu que uma cabeçada de Pelé balançasse as redes inglesas – em um lance considerado como praticamente impossível.

Banks encerrou a carreira em 1978, tendo ainda uma participação relâmpago em um clássico irlandês, defendendo o St. Patrick. Ao todo, defendeu a seleção inglesa em 73 partidas – entrando em campo 755 vezes por seus clubes. Foi nomeado “Goleiro do ano” pela Fifa por seis anos consecutivos, entre 1966 e 1971. O inglês chegou a se aventurar como técnico no Telford United, no começo da década de 1980, mas desistiu da carreira.

Repercussão e homenagens

Além dos Stoke City, o Leicester fez questão de prestar homenagens a seu ex-goleiro, assim como a Federação Inglesa – através do perfil oficial do English Team. Atletas históricos do futebol na Terra da Rainha, como Michael Owen, por exemplo, também se manifestaram.

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