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- Reconhecimento internacional Joana Mousinho e Luena Pataxó foram homenageadas pela FAO entre 100 mulheres em destaque.
- Experiência de Joana Joana Mousinho, com mais de 60 anos de experiência, continua a pescar em Itapissuma.
- Atuação de Luena Luena Pataxó lidera a Associação dos Pescadores Indígenas e valoriza a cultura local.
- Importância da pesca O reconhecimento reforça a relevância da pesca artesanal para a segurança alimentar.
Duas pescadoras artesanais brasileiras, Joana Rodrigues Mousinho e Luena Maria Ferreira dos Santos, conhecida como Luena Pataxó, foram homenageadas pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) como parte das 100 mulheres que se destacam mundialmente por suas contribuições aos sistemas agroalimentares e ao desenvolvimento rural. A cerimônia ocorreu na quinta-feira, dia 15 de outubro, em Roma, na Itália.
As homenageadas foram escolhidas entre mais de 600 indicações de 131 países, destacando-se pela segurança alimentar, sustentabilidade ambiental, inclusão social e geração de renda nas comunidades rurais. Ambas foram indicadas pelo Ministério das Mulheres e fazem parte do Fórum de Políticas Públicas de Autonomia Econômica e Cuidado com Mulheres da Pesca, Aquicultura Artesanal e Marisqueiras do Brasil.
Joana Mousinho, natural de Pernambuco, possui mais de 60 anos de experiência na pesca artesanal e continua a atuar no Canal de Santa Cruz, em Itapissuma, onde captura e comercializa peixes, camarões, mariscos e siris. Em 2024, ela foi reconhecida com o Prêmio Mulheres das Águas, concedido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura.
Luena Pataxó, por sua vez, é uma liderança indígena da Bahia e preside a Associação dos Pescadores Indígenas Pataxó, em Santa Cruz Cabrália. Seu trabalho visa o fortalecimento econômico das comunidades indígenas e a valorização da cultura local. Luena também lidera um comitê que reúne representantes de oito municípios e 13 associações de pescadores, sendo premiada no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, ressaltou a importância das pescadoras artesanais para a preservação dos territórios e dos conhecimentos tradicionais, afirmando: “Reconhecer Joana Mousinho e Luena Pataxó é dar visibilidade ao trabalho das mulheres da pesca artesanal, que alimentam nossas comunidades, protegem os territórios e preservam conhecimentos tradicionais”.
Participação feminina na agroalimentação
De acordo com a FAO, as mulheres representam cerca de 41% da força de trabalho nos sistemas agroalimentares, desempenhando funções que vão desde a produção até a comercialização de alimentos. Apesar dessa significativa participação, as mulheres ainda enfrentam desafios, incluindo precariedade no emprego e condições de trabalho inadequadas.
A iniciativa das 100 Mulheres Heroínas visa aumentar a visibilidade dessas profissionais e fomentar políticas públicas que promovam a igualdade de oportunidades e a autonomia econômica. O reconhecimento de Joana e Luena destaca ainda a relevância da pesca artesanal para a segurança alimentar e a manutenção das tradições culturais das comunidades dependentes dessa atividade.
Fonte: Oeste Mais

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