Apostas em alta

Virginia Fonseca pode receber 30% sobre perdas de apostadores

Ministério Público investiga influenciadora por promover apostas enganosas

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  • Apostas na Copa Durante a partida entre Argentina e Cabo Verde, Virginia incentivou apostas na seleção africana.
  • Perdas para apostadores A Argentina venceu o jogo, resultando em perdas para quem seguiu as recomendações de Virginia.
  • Ação do Ministério Público O MPDFT ajuizou ação pedindo R$ 120 milhões por danos morais coletivos contra Virginia e a Blaze.
  • Denúncias de consumidores Inquérito começou após relatos de bloqueios de contas e dificuldades em saques na plataforma.
  • Reclamações contra a Blaze Mais de 42 mil queixas foram registradas, apontando possíveis violações aos direitos do consumidor.
  • Posicionamento da defesa A defesa de Virginia refuta as alegações e pede que o MP aguarde apurações antes de ações.

A influenciadora digital Virginia Fonseca está no centro de uma nova Ação Civil Pública do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que a investiga por receber comissões sobre as perdas de apostadores que seguiram suas recomendações. O documento revela que Virginia poderia ganhar até 30% sobre essas perdas.

Durante a partida entre Argentina e Cabo Verde, a influenciadora, que conta com mais de 56 milhões de seguidores, estimulou seus fãs a apostarem na vitória da seleção africana. Entretanto, a Argentina venceu o jogo por 3 a 2, resultando em perdas para aqueles que seguiram sua orientação.

“A seleção da Argentina venceu a partida, impondo perda integral aos consumidores que seguiram a recomendação”, destacou o MPDFT.

Na última quinta-feira (8), o MP ajuizou a ação, alegando que a empresa de apostas Blaze utilizou estratégias de marketing enganosas para atrair apostadores, prometendo ganhos fáceis e utilizando influenciadores para promover suas ofertas.

Indenização milionária

O MPDFT solicita a condenação solidária de Virginia e da Blaze ao pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos. O valor foi estimado com base em uma receita bruta anual de R$ 600 milhões que a Blaze movimenta em apostas.

A investigação começou após o recebimento de várias denúncias de consumidores que relataram dificuldades em sacar valores e bloqueios de contas na plataforma de apostas.

Reclamações e padrões de violação

Um relatório técnico mostrou mais de 42 mil reclamações contra a Blaze, evidenciando possíveis violações dos direitos dos consumidores. Entre as queixas, estão condições abusivas para o recebimento de bônus.

Virginia Fonseca, durante a Copa do Mundo de 2026, incentivou seus seguidores a apostar na plataforma Blaze, sem deixar claro que se tratava de uma divulgação publicitária. A ação do MPDFT aponta que ela fez recomendações de apostas como se fossem espontâneas, enquanto, na verdade, havia remunerações ligadas às perdas dos apostadores.

O MPDFT também observou que a Blaze mantém uma estratégia contínua de publicidade com celebridades para aumentar seu alcance, alertando que a promessa de dinheiro fácil é enganosa.

Posicionamento da Blaze

A Foggo Entertainment Ltda, responsável pela Blaze no Brasil, afirmou que não foi formalmente intimada sobre o processo e que está comprometida com a transparência e a conformidade legal. A empresa se manifestou que, assim que notificada, prestará esclarecimentos às autoridades competentes.

Defesa de Virginia

A defesa de Virginia Fonseca se manifestou sobre a Ação Civil Pública, afirmando que as alegações serão respondidas nos autos. Destacou que a petição inicial reconhece diligências pendentes, que são essenciais para esclarecer a natureza do vínculo e a forma de remuneração da influenciadora.

A defesa reitera que o MPDFT deveria ter aguardado a conclusão das apurações antes de ajuizar a ação, e nega qualquer conluio ou intenção de prejudicar consumidores. A responsabilização deve ser baseada em provas concretas, não em presunções.

Fonte: Diário do Brasil Notícias


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