Sanções dos EUA

EUA impõem sanções a brasileiros ligados ao PCC

Victor Shimada é acusado de lavar dinheiro para facção criminosa nos EUA

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  • Sanções anunciadas EUA impõem sanções a dois brasileiros por lavagem de dinheiro para o PCC.
  • Valores envolvidos Ele teria lavado mais de US$ 30 milhões, usando criptomoedas para transferências.
  • Investigação no Brasil Shimada já era investigado por lavagem de dinheiro no caso da casa de apostas VaideBet.
  • Empresas sancionadas A Victory Trading e outras empresas estão ligadas às sanções dos EUA.
  • Classificação do PCC EUA classificam o PCC como organização terrorista, desafiando o governo brasileiro.
  • Defesa de Shimada Os advogados de Shimada negam as acusações e pedem acesso aos documentos oficiais.

Nesta quarta-feira, os Estados Unidos anunciaram sanções contra dois brasileiros e três empresas sediadas no Brasil, acusados de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os alvos está Victor Henrique de Oliveira Shimada, considerado um elo-chave entre a facção criminosa e traficantes internacionais na Flórida.

De acordo com autoridades norte-americanas, Shimada teria lavado mais de US$ 30 milhões, cerca de R$ 156 milhões, utilizando criptomoedas para enviar valores ao Brasil em nome da facção.

Antes das sanções, ele já enfrentava investigação no Brasil. Em julho de 2025, o Ministério Público de São Paulo denunciou Shimada por lavagem de dinheiro, no escândalo envolvendo a casa de apostas VaideBet, que foi patrocinadora do Corinthians.

EUA e governo brasileiro

O governo dos EUA, ao formalizar as sanções, mencionou que a Victory Trading, empresa da qual Shimada é sócio, foi usada para lavar dinheiro de um clube de futebol brasileiro. Contudo, não citou o Corinthians diretamente, embora o clube tenha sido mencionado nas investigações no Brasil.

Em junho, o Departamento de Estado dos EUA classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, desafiando o governo brasileiro e levantando preocupações sobre possíveis ações unilaterais contra cidadãos e empresas brasileiras.

Investigação em andamento

Apesar das acusações, a investigação da Polícia Civil de São Paulo não classifica Shimada como membro da facção criminosa. O relatório indica que ele está envolvido em um fluxo financeiro que se conecta a pessoas e empresas investigadas.

Victor Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, que também foi sancionada, não são considerados integrantes do PCC, segundo o promotor Lincoln Gakiya. “Não há informações que liguem Victor ou Stella ao PCC, e a investigação do Ministério Público não aponta para isso”, afirmou Gakiya.

Os advogados de Shimada negaram as acusações e disseram que ainda não tiveram acesso aos documentos que fundamentam a decisão das autoridades dos EUA.

Lista de sancionados

Os brasileiros sancionados são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. As empresas sancionadas incluem a Victory Trading, Pixwave Soluções de Pagamentos e Wave Construções Inteligentes, além da Avenidas Flutuantes Unipessoal, de Portugal.

O governo dos EUA alega que eles fazem parte de uma rede internacional de lavagem de dinheiro ligada ao PCC, que está sendo investigada na Flórida. Seis suspeitos foram presos em janeiro deste ano, conectados a esse esquema.

Governo dos Estados Unidos acusou o empresário Victor Shimada de integrar uma rede internacional de lavagem de dinheiro ligada ao PCC (Foto: Reprodução, Polícia Civil de São Paulo)
Governo dos Estados Unidos acusou o empresário Victor Shimada de integrar uma rede internacional de lavagem de dinheiro ligada ao PCC (Foto: Reprodução, Polícia Civil de São Paulo)
Empresário foi denunciado por lavar dinheiro desviado do Corinthias (Foto Reprodução, Redes Sociais, Olavo Guerra)
Empresário foi denunciado por lavar dinheiro desviado do Corinthias (Foto Reprodução, Redes Sociais, Olavo Guerra)

Fonte: NSC Total


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