Depoimento de Gates

Bill Gates prestará depoimento ao Congresso dos EUA sobre caso Epstein

O bilionário será ouvido em investigação sobre falhas nas autoridades federais

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  • Investigação em andamento A comissão da Câmara dos Representantes analisa a condução das investigações sobre Epstein e sua ex-associada, Ghislaine Maxwell.
  • Preparação para o depoimento Gates contratou Jake Greenberg, ex-investigador da comissão, para auxiliá-lo na preparação para o depoimento.
  • Controvérsias de Gates Gates reconheceu que seu contato com Epstein foi um erro e que se limitava a discussões sobre filantropia.
  • Conexões reveladas Documentos do Departamento de Justiça mostram ligações de Epstein com figuras influentes, incluindo Donald Trump.

Bill Gates, fundador da Microsoft, comparecerá nesta quarta-feira (10) a uma comissão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. A audiência visa investigar a atuação das autoridades federais no caso de Jeffrey Epstein, um financista acusado de tráfico sexual de menores.

Conforme informações da Reuters, Gates participará de uma sessão privada do Comitê de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara. O grupo busca apurar possíveis falhas na condução das investigações e processos relacionados a Epstein e sua ex-associada, Ghislaine Maxwell.

O deputado republicano James Comer, presidente da comissão, havia solicitado em março que Gates comparecesse para uma entrevista presencial registrada oficialmente.

De acordo com o jornal The New York Times, Gates contratou Jake Greenberg, ex-principal investigador do comitê, para ajudá-lo na preparação para o depoimento. Um porta-voz da comissão confirmou que Greenberg não faz mais parte do órgão desde dezembro passado.

Gates foi fotografado em várias ocasiões ao lado de mulheres não identificadas em arquivos relacionados a Epstein. O empresário já declarou que seu relacionamento com Epstein se restringia a conversas sobre filantropia e reconheceu que foi um erro ter mantido contato com ele.

Em fevereiro, Gates “assumiu a responsabilidade por seus atos” em uma reunião com funcionários da Fundação Gates, conforme relatou um porta-voz da organização à Reuters. A relação entre Gates e Epstein levou a fundação a iniciar uma investigação externa sobre os contatos do empresário com o financista.

Além disso, e-mails divulgados pelo Departamento de Justiça mostraram trocas de mensagens entre Epstein e funcionários da fundação. A comissão da Câmara está analisando diversos aspectos do caso, incluindo a atuação das autoridades em investigações e processos judiciais, acordos firmados com acusados, a morte de Epstein na prisão, e possíveis falhas no combate ao tráfico sexual.

A liberação de documentos internos pelo Departamento de Justiça revelou conexões de Epstein com figuras influentes da política, negócios, finanças e academia. Entre os nomes citados, está o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que teve convivência social com Epstein durante as décadas de 1990 e 2000.

A ex-procuradora-geral Pam Bondi, que deixou o cargo em abril, também foi criticada pela condução de temas relacionados ao caso. Trump resistiu por anos à divulgação dos arquivos, mas o Congresso acabou aprovando uma lei determinando a liberação dos documentos.

Fonte: Diário do Brasil Notícias


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