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- Empurra-empurra em show quase causou tragédia em Florianópolis No domingo (31), show de música eletrônica na Ponte Hercílio Luz gerou empurra-empurra e risco real de tragédia com a multidão.
- Dois grandes eventos dividiram atenção das forças de segurança No mesmo dia, Florianópolis sediou o Ironman Brasil, que mobiliza órgãos públicos, e o show na Ponte Hercílio Luz.
- Público superou estimativa e expôs falhas no planejamento O evento foi subdimensionado e a estimativa de público foi subestimada. O local, de circulação restrita, se mostrou inadequado.
- Autoridades precisam responder sobre falhas no evento Quem errou na avaliação? A cidade comporta dois grandes eventos simultâneos? Quais protocolos serão adotados?
- Milagre, não mérito: lição que Florianópolis não pode ignorar "Foi um milagre, não um mérito", diz análise. Gestão de riscos e ciência de dados são apontados como solução.
Por pouco Florianópolis não viveu uma tragédia neste domingo (31). O empurra-empurra registrado durante um show de música eletrônica realizado no fim da tarde na Ponte Hercílio Luz expôs falhas graves: o evento foi subdimensionado, o local se mostrou inadequado e as forças de segurança ainda precisavam atender ao Ironman Brasil, realizado no mesmo dia na capital catarinense.
Dois grandes eventos no mesmo dia
A cidade sediou simultaneamente o já consagrado Ironman Brasil, que historicamente mobiliza órgãos públicos e altera a rotina urbana, e o show na ponte, que se pensava seria menor do que foi. O público superou as expectativas das autoridades, gerando confusão em um espaço simbólico e de circulação restrita.
Falhas apontadas
- O evento não foi corretamente planejado
- A estimativa de público foi subestimada
- Não ficou claro quem foi o responsável pelo erro de avaliação
- A cidade não demonstrou capacidade de comportar dois eventos de grande porte com segurança simultânea
O que ficou de lição
O resultado foi, segundo a análise, “uma barbárie no trânsito e um risco enorme de tragédia com a multidão na Ponte Hercílio Luz e arredores”. As perguntas que ficam exigem respostas objetivas do poder público sobre planejamento, protocolos de risco e coordenação entre secretarias.
“O fato de ninguém ter morrido não pode ser tratado como sinal de sucesso. Foi um milagre, não um mérito. E governar cidades exige método, não fé de que vai dar certo.”
A análise aponta ainda para a necessidade de uso de ciência de dados na projeção de cenários: “Menos achismos e mais ciência de dados para definir se fazer, onde fazer, quando fazer e como fazer.” Florianópolis cresce em ritmo acelerado e, segundo a avaliação, exige profissionalismo e gestão eficiente para mitigar os efeitos inevitáveis dos grandes eventos.

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